Raspar língua é maneira eficaz de dar adeus ao mau hálito

Com um raspador de língua é possível remover cerca de 98% da camada de bactérias

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Os especialistas já deixaram bem claro: um dos segredos do combate ao mau hálito é a eliminação da saburra lingual, camada esbranquiçada cheia de bactérias e restos de alimentos que se acumulam em cima da língua. Para isso é necessário limpar a língua com a mesma frequência que se escova os dentes.

Segundo Alênio Calil Mathias, vice-presidente da SOBREHALI (Sociedade Brasileira de Estudos da Halitose) essa limpeza é bem simples. “O ideal é que a língua seja raspada com raspadores próprios e o conteúdo jogado fora na pia. Para usá-lo basta colocá-lo no fundo da língua e arrastá-lo até a ponta. Repita esse mesmo movimento por aproximadamente 20 vezes”, diz.

O especialista destaca, ainda, que esse procedimento deve ser feito todos os dias, todas as vezes que se escova os dentes. “A saburra deve ser removida diariamente, já que, em 90% dos casos, a origem do mau hálito é na boca. Com um raspador de língua você consegue remover cerca de 98% da saburra lingual”, afirma.

Limpar com a escova de dente não é a mesma coisa
Muitas pessoas costumam limpar a língua escovando-a ou usando a borda posterior da escova. Essa prática elimina um pouco a saburra, mas não remove toda a película de bactérias. “O raspador de língua é o método mais eficiente”, diz Alênio.

Embora a maioria das pessoas ignore a limpeza da língua, Alênio explica que o procedimento é uma complementação fundamental da higienização bucal e do combate à halitose. “Só escovar o dente e passar fio dental não é suficiente. Em todos os casos de mau hálito, verificamos a presença de uma camada em cima da língua composta por bactérias, resíduos alimentares e células mortas”.

Via Saúde Terra

Retração gengival também afeta bocas saudáveis.

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A retração gengival é um processo lento e gradual, que pode acontecer em qualquer idade, embora seja mais comum nos adultos. Essa condição possui diversas causas, como a escovação incorreta, com aplicação de força excessiva no ato de escovar, ou uso de instrumentos inadequados, como escova de dentes de cerdas duras.

Além disso, sabe-se que outras condições, como a má posição dentária ou o bruxismo, também sãocausas da retração gengival.

Mas você sabia que até mesmo quem tem uma boca saudável pode sofrer desse mal? Sim, embora sejam poucos os casos, há relatos de ocorrências de retração gengival sem qualquer causa aparente, e em bocas saudáveis. A prevenção envolve a adoção de bons hábitos de higiene bucal: escovação adequada dos dentes, uso do fio dental e visitas regulares ao dentista.

O que é a retração gengival?

Ela acontece quando há o deslocamento da gengiva e, com isso, uma exposição das raízes dos dentes. Essa condição pode afetar apenas um dente, ou então vários deles.

Em razão dessa exposição da raiz, desaparece sua camada de revestimento, e isso expõe outra parte do dente, a dentina, que é extremamente sensível. Pode ocasionar cáries, hipersensibilidade dental, e problemas estéticos.

Quais os sintomas?

A retraçãopode se manifestar por uma série de sintomas, como, por exemplo, os seguintes:

Exposição da raiz dos dentes;

Sangramento da gengiva no ato da escovação;

Mau hálito;

Sensação de que os dentes estão “frouxos”;

Dor nos dentes;

Sensibilidade excessiva como, por exemplo, ao usar talheres.

É importante procurar logo um odontologista quando aparecerem os sintomas da retração gengival. Quanto mais cedo essa condição for tratada, menores as chances de se submeter a um tratamento cirúrgico para corrigir o problema.

Quais as opções para tratar?

Existe uma série de tratamentos para a retração gengival e, normalmente, eles são indicados conforma a causa. Normalmente, o primeiro passo é tratar a hipersensibilidade dos dentes e, para isso, os profissionais costumam receitar bochechos com algumas soluções específicas, ou até mesmo a aplicação de flúor.

Causas da retração gengival

– Má escovação: nesses casos, o tratamento se dá na forma de reeducação do ato de escovar. O dentista poderá ensinar novas técnicas para limpeza, indicar uma nova pasta de dente ou até mesmo uma nova escova de dente, com cerdas mais macias.

– Saúde da gengiva: qualquer inflamação ou infecção na gengiva pode causar a retração, caso não seja tratada. Nesses casos, normalmente recorre-se a um tratamento não invasivo, como a eliminação do tártaro por um profissional e a limpeza da placa bacteriana. Caso a gengiva esteja bastante afetada, é possível fazer uma terapia regenerativa.

– Procedimentos odontológicos: alguns casos de retração gengival estão associados a implantes dentários, colocação de aparelho ou sessões de clareamento. Nesses casos, se há bastante inflamação da gengiva, é possível fazer sessões regenerativas para corrigir o problema.

Via Doutíssima

As fitas para clareamento dispensam o acompanhamento profissional?

Escrito por Dra. Simone Costa

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Há pouco tempo surgiu no mercado brasileiro um produto para uso caseiro que, de acordo com o fabricante, é citado da seguinte forma: “Dentes visivelmente mais brancos em três dias. Resultados ainda mais extraordinários em uma semana garantido. Seguro para o esmalte dental: eficiente ingrediente branqueador, que não causa dano ao esmalte, usado por dentistas.”

Fonte: http://www.oralb.com/brazil/products/Oral-B_Fitas_Branqueadoras/?gclid=CJ7Ci5algbUCFQcHnQoduXkAdg

Inevitavelmente surgem algumas questões: Ainda é necessário ir ao dentista para fazer o clareamento?;Todos, sem exceção, podem fazer clareamento dental?; Os agentes clareadores são cosméticos, ou seja, podem ser vendidos em farmácias, supermercados, internet etc sem qualquer tipo de controle ou fiscalização?; Um produto com custo significativamente menor é realmente tão eficaz quanto um tratamento realizado com indicação, planejamento e monitoramento profissional?

Como profissional da Odontologia, com formação específica na área de Dentística, ou seja, especialidade que estuda diretamente todas as questões relacionadas aos agentes e técnicas clareadoras, gostaria de esclarecer e discutir alguns pontos:

1. O clareamento caseiro não apresenta indicação irrestrita. Em alguns casos, o paciente não poderá fazer o procedimento ou, no mínimo, terá que adiá-lo até que outros problemas sejam resolvidos (cárie, gengivite etc). Não necessariamente estes problemas bucais são acompanhados por sintomas, sendo assim, o paciente poderá apresentar situações que contra-indiquem o clareamento e como ele saberá antes de comprar o produto de auto-aplicação se não há a indicação de um profissional qualificado?

2. Realmente, o agente clareador existente no produto Oral-B Whitestrips (peróxido de hidrogênio a 10%, de acordo com as especificações do fabricante) é utilizado na técnica do clareamento caseiro supervisionado. Nesta técnica, a literatura científica recomenda utilizar o peróxido de carbamida nas concentrações entre 10 e 16% ou o peróxido de hidrogênio nas concentrações entre 6 a 7.5%. Neste caso, o produto em questão utiliza uma concentração um pouco maior do que a recomendada cientificamente para uso caseiro.

3. Na técnica do clareamento caseiro supervisionado por dentista o agente clareador é colocado em uma moldeira personalizada, ou seja, confeccionada após moldagem das arcadas do paciente. Dessa forma, é indiscutível a melhor acomodação do material, sem que haja extravasamento do mesmo para a gengiva, o que poderá promover irritações. Além disso, haverá menor deglutição do material, maior contato do mesmo com o esmalte dental e a possibilidade de aplicação em todos os dentes. As fitas clareadoras abrangem normalmente os dentes de canino a canino, ou seja, os seis dentes anteriores.

4. Os agentes clareadores têm como efeito adverso a sensibilidade dental durante o tratamento e esta sensibilidade varia de acordo com vários fatores que só um profissional qualificado poderá identificar para ajustar o tipo de técnica e a concentração do produto, pois o nível de sensibilidade precisa ser encarado como um alerta da polpa (tecido dentário responsável pela vascularização e inervação dentária).

5. Há ainda os casos de manchamentos mais severos que podem não responder aos agentes clareadores ou haver a necessidade de associação de técnicas para que tenhamos um resultado efetivo.

6. A literatura científica demonstra que as técnicas clareadoras são seguras e não promovem danos desde que sejam respeitadas questões como correta indicação e uso das mesmas. A auto-aplicação sem supervisão profissional pode levar ao uso em casos contra-indicados ou ao sobreuso, pois se o mesmo é vendido livremente uma pessoa desinformada poderá utilizá-lo rotineiramente. Quais seriam os danos? Pergunta sem resposta científica, ou seja, baseada em evidências…

Existem estudos científicos avaliando a efetividade e a segurança do uso das fitas clareadoras, contudo, em todas estas pesquisas questões preliminares foram determinadas e o acompanhamento profisssional foi imprescindível. A principal questão associada a toda esta discussão é: o que está em jogo não é a capacidade do produto em promover o clareamento, mas sim o risco da sua utilização sem a orientação e o acompanhamento profissional. Pensem nisso…

QUANDO FAZER A PRIMEIRA AVALIAÇÃO ORTODÔNTICA?

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PRIMEIRA VISITA AO ORTODONTISTA? Antes dos 7 anos.

A Associação Americana de Ortodontia e a Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR) recomendam que a primeira avaliação ortodôntica deva ser realizada antes dos sete anos de idade quando geralmente está ocorrendo a troca dos dentes anteriores. Porém, alguns problemas no posicionamento dental podem aparecer antes desta idade e quando percebidas pelos pais ou pelo Odontopediatra esta avaliação deve ser antecipada.
Os principais problemas encontrados nesta faixa etária são: falta de espaço para o correto “nascimento” dos dentes permanentes, dentes tortos ou fora de posição, mordida cruzada, profunda ou aberta, perda precoce ou manutenção prolongada dos dentes de leite, respiração bucal, hábitos de sucção (dedo ou chupeta), diastemas (espaço entre os dentes), dificuldade na mastigação e na fala, dentes superiores inclinados para frente, dentes inferiores à frente dos superiores (cruzados), presença de desgaste dental pelo hábito de ranger ou apertar os dentes, desarmonia nos ossos da face.
A intervenção precoce proporciona inúmeros benefícios para o correto estabelecimento da dentição permanente: criação de espaço para a correta erupção dos dentes permanentes, correção de mordida cruzada, aberta e/ou profunda, auxílio na remoção de hábitos bucais danosos (como sucção de dedo e chupeta), diminuição do risco de trauma dentário nos dentes anteriores (bater o dente da frente em um acidente) pela melhora da inclinação dos mesmos, manutenção ou recuperação de espaço para o nascimento dos dentes permanentes, melhora da aparência e da auto estima, diminuição da necessidade de extrações futuras, simplifica e/ou reduz o tempo de tratamento ortodôntico corretivo.
O tratamento ortodôntico não é indicado somente para melhorar a estética dental, mas principalmente visa proporcionar saúde. Por este motivo o acompanhamento da criança por um ortodontista é muito importante para prevenir problemas e garantir o sucesso de um tratamento corretivo no futuro.

 

Dra. Eliziana Senff

Por que devemos cuidar dos dentes de leite?

Por que devemos cuidar dos dentes de leite?

Por Carla Miranda

O sorriso de uma criança é uma linda expressão de sinceridade e pureza. E para poder proporcioná-lo, é fundamental que se saiba da importância dos dentes de leite no desenvolvimento infantil. Entretanto, sendo dentes temporários, esta importância pode ser negligenciada, o que pode causar grandes prejuízos à saúde.

Entre as principais funções dos dentes de leite, que são chamados assim em virtude da sua cor branca semelhante ao leite, a mastigação dos alimentos apresenta-se em destaque, tendo em vista que é uma etapa importante e inicial da digestão. A dentição temporária também contribui para o crescimento e desenvolvimento adequado dos ossos e músculos da face, auxiliando o amadurecimento de funções nos movimentos de lábios, língua e mandíbula, e, além disso, favorece a pronúncia adequada das palavras, já que a pronúncia correta de alguns fonemas depende da interação entre os dentes e a língua.

Vale ressaltar também que a dentição de leite pode contribuir para a melhor aparência da criança, proporcionando um belo sorriso, o que poderá influenciar na sua autoestima. E por fim, esses dentes guardam o espaço para a próxima dentição (permanente) que irá substituí-los no futuro, além disso, auxilia no direcionamento da nova dentição, para que os permanentes nasçam na posição adequada.

Em virtude destes motivos, é imprescindível que os cuidados com a dentição temporária sejam iniciados o mais precocemente, ou seja, a partir do aparecimento do primeiro dente, o que ocorre em torno dos 6 meses de idade. Os pais não devem ter medo de tocar na boca de seu bebê, é importante que desde cedo a criança se habitue com a limpeza dos dentes.

A dentição de leite se completa geralmente aos 3 anos de idade, onde a criança apresentará 20 dentes (10 em cada arcada: parte superior e inferior). Vale ressaltar, que como o surgimento dos dentes é um processo biológico, a época de aparecimento, como também a sua posterior troca, está sujeita a variações individuais para cada criança.

Para cada dente de leite, há normalmente um dente permanente localizado próximo as suas raízes. Eles substituirão gradativamente os dentes temporários, iniciando-se por volta dos 6 anos de idade. Os dentes possuem uma ou mais raízes, que no processo de sucessão, vão sendo reabsorvidas até que somente a coroa fique presa na gengiva. Muitos pais, então, conseguem remover esses dentes sem auxílio profissional, mas o acompanhamento é sempre importante.

Os cuidados com a dentição de leite são necessários e devem focar no cuidado com a higiene, através de uma boa escovação e uso do fio dental com frequência, evitando cáries precoces. Além disso, o consumo de doces deve ser controlado e equilibrado, não necessariamente retirado, prioriza-se sim, cuidados e moderação, já que a alimentação tem papel central e determinante no desenvolvimento da cárie dental. A cárie dental se desenvolve mais rápido nos dentes de leite do que nos permanentes, em virtude da sua composição. E o início do processo ocorre com o aparecimento de uma mancha esbranquiçada, depois ocorre uma cavidade, e se a lesão atingir o centro do dente (polpa) poderá haver dor e a necessidade de tratamento de canal. Assim, havendo dúvida com relação a alguma alteração nos dentes da criança, um Odontopediatra deve ser consultado, pois muitas vezes se detectado precocemente, é possível prevenir e estagnar o processo de cárie.

Atitudes que auxiliem na prevenção do trauma dental também são de extrema importância, pois acidentes envolvendo batidas na região da boca são muito comuns. Nestes casos faz-se necessário uma supervisão constante do adulto, uso de calçados antiderrapantes, modificações do ambiente onde a criança permanece, entre outras medidas. Todas estas atitudes, visando à prevenção da doença cárie e o trauma dental, objetivam a permanência dos dentes de leite na boca até a chegada do seu sucessor, já que a perda antes do tempo previsto pode provocar problemas para a dentição permanente.

A importância do acompanhamento profissional no clareamento dental

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No mercado existem produtos comercializados com a promessa de “branquear os dentes”. Tais produtos são disponibilizados na forma de cremes dentais, enxaguatórios bucais, gomas de mascar etc. Na maioria das vezes, estes produtos apresentam na sua fórmula agentes abrasivos ou agentes clareadores com concentrações bem baixas.

A presença de grande quantidade de agentes abrasivos pode levar ao desgaste do esmalte em determinadas regiões e ao aumento da sensibilidade dentária. Por outro lado, a presença de agentes clareadores de baixa concentração e, mais especificamente, que ficam em contato com os dentes por um tempo bastante reduzido (tempo de uma escovação, no caso do creme dental, por exemplo) dificilmente promoverão um efeito branqueador perceptível e duradouro.

Adicionalmente às questões acima discutidas, não esqueça que o clareamento dental não está indicado para todas as pessoas. Por isso, apenas um profissional qualificado poderá identificar se há indicação e qual a melhor técnica para obtenção de um resultado final eficaz e seguro.

Confira mais matérias no blog da Dra. Simone Costa: http://www.drasimonecosta.com.br

Sensibilidade Dentária

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Você tem ou já teve sensibilidade dental provocada por estímulos térmicos (bebidas ou alimentos gelados e quentes) ou estímulos mecânicos (escovação, por exemplo)? A sensibilidade dentária provocada por estímulos externos é uma queixa cada vez mais comum nos consultórios odontológicos e as causas principais são a retração gengival e a presença de lesões não cariosas (erosão, abrasão, abfração etc). Entretanto, por que estas condições provocam sensibilidade? O que acontece é que anatomicamente a coroa do dente (porção do dente que fica exposta na cavidade bucal) é revestida por esmalte e este tecido atua como isolante térmico, protegendo a dentina, que é um tecido localizado sob o esmalte e que contém no seu interior inúmeros canalículos por onde transitam prolongamentos das células pulpares, responsáveis pela inervação dental. A dentina está presente tanto na coroa quanto na raiz do dente. A raiz é revestida externamente pelo cemento e este tecido não atua como isolante térmico eficiente, diferentemente do esmalte. Dessa forma, quando há retração da gengiva, o cemento ou a dentina serão expostos, não havendo, portanto, isolamento térmico. Nestas condições, os prolongamentos das células pulpares estarão diretamente expostos às trocas térmicas da cavidade bucal.

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No caso das lesões não cariosas, haverá a dissolução localizada do esmalte e conseqüente exposição da dentina, o que pode provocar sensibilidade pelas razões já discutidas anteriormente. A perda do esmalte, no caso das lesões não cariosas, poderá ser provocada pela ingestão exagerada de bebidas ou alimentos ácidos, escovação traumática, disfunções oclusais ou por alterações sistêmicas como vômitos e regurgitações freqüentes. A ocorrência de lesões não cariosas é cada vez mais freqüente, porém podem passar despercebidas pelos pacientes e serem diagnosticadas apenas quando se encontram em estágio mais evoluído por causa da queixa de sensibilidade ou alteração estética provocada pela presença de cavidades por causa da perda do esmalte. Por se tratar de assunto extenso e repleto de peculiaridades, abordaremos as lesões não cariosas em um “post” específico, bem como as alternativas de tratamento para a sensibilidade dental. Até o nosso próximo encontro!

Pela Dra. Simone Costa – www.drasimonecosta.com.br