Use fio dental: 8 motivos inusitados para incorporar esse hábito de vez na rotina

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Todo mundo sabe que ele é muito importante, mas poucos lhe dedicam tempo no dia a dia. O uso frequente da fita dental está associado à prevenção de câncer, Alzheimer e até parto prematuro. Entenda essa história.

 

Proteger o coração

Quem vê uma boca saudável vislumbra também um coração livre de ameaças. Cada vez mais se encontram evidências de que as bactérias que se proliferam sem controle entre os dentes e a gengiva representam perigo a distância. É que a gengivite e sobretudo seu estágio mais avançado, a periodontite, complicam o estado dos vasos sanguíneos, incluindo aqueles que irrigam o músculo cardíaco. Daí o papel protetor do fio dental.

O mais recente estudo que corrobora seus préstimos ao coração vem da Universidade de Halle-Wittenberg, na Alemanha, e foi realizado com 942 pessoas de alto risco cardíaco. Constatou-se que os indivíduos que faziam uso rotineiro da fita enfrentavam uma probabilidade menor de sofrer um colapso no peito. O que uma coisa tem a ver com a outra? “A doença periodontal, assim como as demais infecções, é caracterizada por um processo inflamatório que contribui para a ruptura das placas nas artérias e um consequente infarto“, explica o cardiologista Luiz Antonio Cesar, do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo.

Preservar os pulmões

A cavidade bucal mantém comunicação direta com o sistema respiratório. Quem se aproveita disso são as bactérias que moram ali. Ao avançar para a corrente sanguínea (e até pelo ar inalado!), elas podem causar estragos nos pulmões. Para unir as pontas dessa relação, a Academia Americana de Periodontologia comparou a situação bucal de sujeitos saudáveis com a de 200 pessoas hospitalizadas em função de pneumonias ou doença pulmonar obstrutiva crônica. Davam sinais de calamidade justamente os dentes e a gengiva dos pacientes com problemas pulmonares.

Mas não é preciso gastar uma tonelada de fio dental para correr atrás do prejuízo, se for o caso. Em geral, as bactérias só bombardeiam os pulmões se as defesas estão em baixa. “Indivíduos internados costumam ter o sistema imune fragilizado e ficam mais expostos à migração desses micro-organismos”, esclarece o otorrinolaringologista Arnaldo Guilherme, da Universidade Federal de São Paulo. Como a gente não sabe quando vai precisar de um hospital, convém conservar a boca em ordem.

Ter dentes lindos – e saudáveis

Uma das consequências mais drásticas da doença periodontal (e também da cárie) é a perda das unidades da arcada dentária. E o fio dental faz toda a diferença para preveni-la. “Ele não exclui a escovação, e vice-versa. Ora, a escova não alcança áreas aonde só a fita chega”, ressalta Sigmar de Mello Rode, professor de odontologia da Universidade Estadual Paulista, em São José dos Campos.

Os micróbios que se apoderam dos dentes liberam substratos na cavidade bucal que comprometem a área de encaixe do dente com a gengiva. Se a placa bacteriana não for controlada e a infecção se alastrar para o periodonto (tecido que serve de amortecedor entre os dentes e o osso), a queda pode ser inevitável. O drama é que a gengivite difere de uma cárie quanto aos sintomas. “Trata-se de um mal silencioso. Como não causa dor, o paciente deixa de ir ao consultório e a doença se espalha”, diz o cirurgião-dentista Ricardo Fischer, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Outros sinais alertam para a sua presença, como sangramento e retração na gengiva, abscessos e dentes moles.

Prevenir câncer

Quando o fio é esquecido e as bactérias ampliam seu domínio sobre a boca, esse outro vilão pode ser convidado a entrar em cena. A dentista Mine Tezal, professora da Universidade do Estado de Nova York, nos Estados Unidos, investiga há anos o elo entre a periodontite e o maior risco de tumores. “Já observamos associações com a doença na cavidade oral, na faringe e na laringe”, conta.

A cientista também esmiúça por que essa infecção predispõe a um câncer. “Os micro-organismos e o processo inflamatório criam um ambiente favorável ao surgimento de células defeituosas”, revela. Mine vai além: “A inflamação crônica na boca altera sua mucosa, facilitando a entrada de outros agentes cancerígenos, como tabaco, álcool e vírus”. Em revisão recente, a expert encontrou indícios de que o HPV se aproveita desse cenário para semear um câncer na boca ou na garganta. E tem mais: a Academia Americana de Periodontologia já alerta que a desordem nos dentes patrocinaria leucemias e tumores no pâncreas e nos rins.

Evitar o parto prematuro

O futuro mais imediato do bebê também depende de que a mãe seja uma adepta do fio, da escova e das visitas ao dentista. Para começo de conversa, as alterações hormonais da gravidez já deixam a gengiva mais vulnerável. Se a doença periodontal conquista seu espaço, a repercussão está longe de ficar restrita ao sorriso da gestante. O bebê pode nascer prematuro e abaixo do peso – o que é capaz de acarretar problemas de curto e médio prazo em seu pleno desenvolvimento.

Segundo um trabalho do Instituto de Ciências Médicas Pravara, na Índia, isso acontece porque a inflamação crônica e algumas toxinas liberadas pelas bactérias bucais viajam pelo sangue e abalam a placenta. Para não prejudicar a saúde do bebê, o corpo da grávida entende que é melhor antecipar a saída dele. “Por isso as gestantes com o problema tendem a apresentar a dilatação antes da hora”, complementa Fischer. Esse dado só vem reforçar a importância e incluir o dentista no pré-natal. E o fio dental sempre.

Manter o cérebro a todo vapor

Cientistas do mundo inteiro procuram quais elementos do estilo de vida estão ligados a uma maior proteção diante da doença de Alzheimer, reconhecida por destruir a memória e outras funções cognitivas. Pois já dá para incluir na lista de atitudes manter a saúde bucal em dia, o que demanda o uso regular do fio dental. Em um estudo recém-publicado, a pesquisadora Sim Singhrao, da Universidade de Central Lancashire, na Inglaterra, e seus colegas elucidam de que maneira a infecção e a inflamação na boca somam forças à progressão do Alzheimer. Fatores como má higiene, sangramento na gengiva e perda dos dentes estão ligados com o declínio cognitivo. “Algumas espécies de bactérias parecem chegar ao cérebro por meio de nervos ou via corrente sanguínea e se envolver mais diretamente com a deposição das placas beta-amiloide”, revela. São essas placas que cortam a comunicação entre os neurônios e os levam à degeneração. Há indícios, ainda, de que a própria inflamação detonada pelos micróbios deteriore as células nervosas.

Controlar o diabetes

Os diabéticos que penam para controlar a glicemia vivem permanentemente uma situação parecida com a das gestantes: precisam redobrar a atenção com a gengiva, já que ela é mais suscetível aos assaltos microbianos. Se o açúcar no sangue permanece nas alturas, a reparação das agressões a esse tecido não acontece direito. Mas a confusão não termina aí, não. Numa via de mão dupla, a doença periodontal desgoverna o ajuste da glicose. “Nos diabéticos do tipo 2, a inflamação desencadeada pelo problema bucal aumenta a resistência à insulina”, justifica Fischer, que também preside a Sociedade Brasileira de Periodontologia. Traduzindo: o excesso de moléculas inflamatórias trafegando pelo organismo faz com que a insulina não consiga abrir as portas das células para receber a glicose. Se ela sobra no sangue, por sua vez, a gengiva não se recupera…

Sim, é um círculo vicioso. Estudos feitos no Brasil mostram inclusive que o tratamento da doença periodontal em diabéticos rende um melhor domínio sobre a glicemia.

Garantir um hálito saudável

Um dos traços mais marcantes da periodontite crônica se faz notar quando conversamos com uma de suas vítimas. Pois é, a doença que se aproveita da ausência do fio e da escova dá origem a um senhor mau hálito. “Devido à inflamação e à ação das bactérias na gengiva, ocorre decomposição de sangue e de células descamadas, o que libera o odor desagradável”, explica o dentista Maurício Duarte da Conceição, autor do livro Bom Hálito e Segurança! Metas Essenciais no Tratamento da Halitose (Editora Arte em Livros). Não se trata daquele bafo matutino, que passa depois de tomar o café e higienizar os dentes. “Se isso não ocorre, é um aviso de que há algo em desequilíbrio no corpo”, alerta o especialista.

O cheiro da doença periodontal costuma ser constante, chega a ser sentido em uma distância razoável do interlocutor e, às vezes, nem com bala vai embora. E exige todo um tratamento para largar seu dono. Se você não quer sentir na boca (e no ar) essa chateação, não deixe nunca mais o fio dental relegado à gaveta do banheiro.

Via M de Mulher

 

 

 

Veja 7 erros na alimentação que potencializam o mau hálito

A halitose é um problema desagradável, mas que tem tratamento. A única dificuldade está em identificar sua causa, uma vez que existem mais de 60 razões que podem deixar o hálito com um odor ruim. Por outro lado, é certo que 90% dessas causas se originam na boca e, em muitos casos, é a alimentação errada a responsável pelo cheio forte.

Com o intuito de pontuar alguns desses erros, que podem ser cometidos durante a escolha dos alimentos para as refeições, o presidente da ABHA (Associação Brasileira de Halitose), Marcos Moura, listou algumas dietas e hábitos que devem ser evitados no combate ao mau hálito.

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1. Evite dietas ricas em proteínas
Alimentos como carne, leite e ovos podem funcionar para alguns tipos de dietas, mas definitivamente são grandes inimigos do hálito. Isso porque as bactérias que são responsáveis pela halitose são bactérias proteolíticas, ou seja, elas “comem” proteínas e o resultado desse processo é a liberação de moléculas de enxofre que causam o mau hálito. Claro que não é necessário eliminar esses alimentos das refeições, mas procure balancear sua dieta para não desenvolver problemas com o hálito.

2. Evite frutas e vegetais ricos em sacarose
Todo mundo sabe que a sacarose (agente adoçante) em excesso faz mal para os dentes. Mas o que muitos não sabem é que existem alguns alimentos tidos como saudáveis e que estão presentes em muitas dietas que são ricos desse tipo de açúcar, como a manga, a beterraba, o pêssego, a nectarina, a ervilha, o milho e alguns isotônicos.  Esse excesso de sacarose ativa as bactérias sacarolíticas que causam a cárie. Dentes cariados que acumulam resíduos contribuem para a halitose.

3. Evite alimentos ácidos
Os alimentos muito ácidos causam mais descamação da mucosa bucal. Essa descamação é proteína que, se ficar depositada sobre a língua, irá formar a saburra lingual (camada esbranquiçada que fixa na superfície da língua) que é uma das causas mais frequentes da halitose. Leite de soja, feijão preto, atum, frango, ameixa, azeitona e azeite são alguns alimentos considerados muito ácidos. Refrigerantes e bebidas alcoólicas também lideram essa lista.

4. Troque frutas muito doces por cítricas
As frutas cítricas como acerola, laranja lima (menos ácida), limão e morango estimulam a salivação que, por sua vez, promove a limpeza da boca e tem ação antimicrobiana.

5. Não coma com pressa
Comer devagar é um exercício para as glândulas salivares serem estimuladas, assim não se perde padrões salivares nem quantidade de saliva. Além disso, a mastigação deve ser lenta para a saliva começar o processo de digestão. Quando se come rápido demais esse processo acaba sendo mais demorado, podendo causar até uma prisão de ventre. Segundo Marcos, há estudos que indicam que fezes acumuladas por um longo período no intestino exalam componentes mal cheirosos que acabam sendo absorvidos pela corrente sanguínea. Esses compostos por sua vez são liberados via pulmonar causando uma alteração no hálito.

6. Canela, menta e gengibre só mascaram o hálito
Esses alimentos mascaram o hálito momentaneamente e não o combatem de fato. E mascará-lo com frequência pode ser perigoso, uma vez que a halitose recorrente pode ser um sinal de que algo está em desordem no organismo.

7. Brócolis, couve e repolho são inimigos do hálito
Apesar de saudáveis, esses alimentos podem prejudicar o hálito, pois são ricos em enxofre que exala seu cheiro forte na boca. O mesmo acontece com os famosos vilões, cebola e alho que exalam muitos compostos derivados do enxofre de natureza altamente volátil. O ideal é redobrar a atenção com a higiene bucal depois de consumir esses alimentos.

Via Saúde Terra

Sensibilidade dentária: conheça as causas e as formas de tratamento

Dois problemas diferentes, mas com causas parecidas, desencadeiam aqueles momentos de aflição que chegam a impedir muita gente de saborear alimentos gelados ou recém-saídos do fogo.

sensibilidade

A sensibilidade dentária – problema que afeta 57% da população adulta – pode ocorrer em duas circunstâncias distintas: quando ocorre uma erosão do esmalte do dente e quando a gengiva se retrai. No primeiro caso, o dano a essa capa dentária faz com que ela deixe de ser impermeável. Com isso, a dentina, estrutura mais profunda do dente, começa a se expor. Ela é cheia de terminações nervosas que, em contato com altas ou baixas temperaturas, disparam sinais dolorosos.

No caso da gengiva, se é agredida por bactérias ou por uma escovação brusca demais, ela inflama e passa a se retrair. Ao diminuir de tamanho, esse tecido deixa parte da raiz do dente, que não tem esmalte, descoberta. E a própria dentina também fica exposta, sofrendo em contato com alimentos em extremos de temperatura.

Os gatilhos da sensibilidade

Dieta ácida
Frutas cítricas demais e refrigerantes, por exemplo, alteram o pH bucal. Se estiver baixo, ele abre portas para que a acidez corroa os prismas, “tijolos” que formam o esmalte dentário. Desse modo, o dente fica sem a camada de proteção.
Má higiene
Restos de comida dão brecha a bactérias por trás de erosão dentária, retração nas gengivas e cáries – aí o dente fica exposto.
Escovação bruta
Mão pesada na hora da limpeza bucal faz a gengiva se retrair em busca de proteção, deixando a sensível dentina desguarnecida.
Dente quebrado
Uma rachadura ou o buraco de uma obturação que caiu são o suficiente para expor a dentina e provocar dor.

Como se trata

Visita ao dentista
Restaurações com resina líquida substituem o esmalte lesado. Em outros casos, tenta-se até pôr a gengiva de volta no lugar com cirurgia.
Cerdas macias
Há escovas disponíveis que facilitam uma higienização bucal mais delicada. Assim, a gengiva para de recuar e a dentina é preservada.
Enxaguante com flúor
A substância reforça os prismas que integram o esmalte e o deixam impermeável. Já pastas específicas para sensibilidade trazem efeito anestésico.

 

Fontes: Alexandre Bussab, cirurgião-dentista da Clínica Dental Saúde, em São Paulo; Colgate-Palmolive do Brasil

DTM: saiba que o problema na mandíbula pode ser a causa da sua dor de cabeça

A disfunção temporomandibular está por trás de encrencas como cefaleias, dificuldades de mastigação e até dor de ouvido. Conheça as causas, os tratamentos e os cuidados necessários para quem sofre com o problema.

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O que é DTM

Essa sigla se refere à disfunção temporomandibular, nome dado ao conjunto de sinais e sintomas que afeta a musculatura da mastigação e/ou a articulação temporomandibular (ATM) – aquela situada entre a mandíbula e o crânio, na região anterior à orelha.

Existem três tipos principais de DTM: a muscular, que ocorre quando a musculatura do sistema mastigatório sofre um excesso de tensão; a articular, que pode se dar tanto por uma sobrecarga da articulação quanto por traumas ou até doenças degenerativas, como osteoartrose e artrite reumatoide; e a mista, aquela que une os distúrbios musculares e articulares.

As causas

Não há uma causa definida para a DTM, mas os especialistas sabem que certos hábitos aumentam o risco de desenvolver a disfunção – como apertar os dentes durante o dia e a noite, apoiar a mão na mandíbula com frequência, roer as unhas e mascar chiclete. Traumas, predisposição genética e até depressão e estresse também podem fazer com que a DTM apareça.

Os sintomas

Os estragos causados pela disfunção temporomandibular são muitos e, não raro, parecem não ter relação alguma com o problema na mandíbula. A dor de cabeça é um deles. “É que ela pode ser causada pela DTM. A característica é uma dor em aperto e que tende a melhorar quando a pessoa relaxa”, esclarece a dentista Daniela Godoi Gonçalves, professora da Universidade Estadual Paulista, em Araraquara, no interior de São Paulo. Para complicar, a DTM também pode agravar a intensidade e a frequência de outros tipos de cefaleia, caso da enxaqueca. Pacientes com essa desordem podem apresentar ainda dores no pescoço, no ouvido e na face; dificuldade para abrir e fechar a boca e também ouvir barulhos ao fazer esse movimento.

O diagnóstico

O profissional responsável por identificar um quadro de DTM é o dentista. A principal forma de diagnosticar o problema é por meio de uma conversa com o paciente e exames clínicos, como palpação da musculatura e da articulação e detecção de ruídos. “Ressonância magnética e tomografia são usados, por exemplo, quando há dúvidas em relação ao exame físico”, explica o dentista Paulo César Rodrigues Conti, professor titular da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo.

O tratamento

De acordo com os especialistas, não é possível falar em cura da DTM. Mas não se desespere, pois é possível controlar a encrenca. Entre as técnicas utilizadas estão:

Placas de mordida
Indicadas especialmente a pessoas que costumam ranger os dentes enquanto dormem.

Exercícios fonoaudiólogos
Eles visam treinar a “postura” da mandíbula e fazer o alongamento e o fortalecimento dos músculos.

Exercícios de fisioterapia
Por meio de técnicas como eletroterapia, ultrassom e laser, eles melhoram a cicatrização dos tecidos e a mobilidade.

Medicamentos
Quando usados com prescrição médica
, analgésicos e relaxantes musculares podem trazer alívio;

Acupuntura
Por aumentar a quantidade de endorfinas, a técnica ameniza a dor e reduz o estresse;

Cirurgias
São aplicadas em casos mais graves, quando não há resposta à terapia convencional.

Cuidados especiais

Quem tem dor crônica precisa evitar tudo que sobrecarregue a musculatura e a articulação mandibular. Por isso, procure não apertar os dentes durante o dia; tente não dormir de bruços, já que isso pode estirar os músculos da mandíbula e do pescoço; evite comer alimentos muitos duros; e mantenha a boa postura de cabeça, pescoço e costas, pois isso ajudará a relaxar os músculos do sistema mastigatório.

 

Via M de Mulher

Má oclusão: como tratar a falta de encaixe entre as arcadas dentárias

A má oclusão consiste em falha na relação entre a maxila e a mandíbula. Isso é decorrente de quando não há um encaixe perfeito entre as arcadas dentárias, fato que pode prejudicar o desenvolvimento ósseo da face e das articulações temporomandibulares.

Entre os tipos de má oclusão encontram-se as de classe II, de classe III, de mordida aberta, de mordida cruzada, de mordida profunda e, ainda, a má oclusão por apinhamento.

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Causas da má oclusão

É importante considerar os fatos que desencadeiam o problema,visto que uma simples análise estáticanão possibilita um diagnóstico definitivo. Pode acontecer de uma oclusão estática ser perfeita e, no entanto, quando considerados os movimentos de lateralidade, torna-se perceptível que aquela boca esteticamente bonita não é funcional.

Os fatores que geram a má oclusão podem ser hereditários (aproximadamente 40%) – ou também fatores ambientais (que respondem por 60% dos casos). Dentre as causas ambientais, sedestacam os hábitos bucais, como o uso de chupeta ou mamadeira ou até mesmo o ato de chupar o dedo.

Também devem ser considerados problemas respiratórios, como a adenoide, a rinite e a sinusite, que podem influenciar a abertura da boca para respirar, ocasionando o desencaixe com o tempo.

Além disso, quando a criança não é amamentada, ou não mastiga de forma adequada, respira pela boca ou possui hábitos bucais, as disfunções mandibulares são frequentes e, entre elas, também a má oclusão.

Tratamento da má oclusão

O problema não se corrige sozinho e afeta o crescimento ósseo, por isso, é muito importante preservar ao máximo a saúde dos dentes desde os anos iniciais da vida, por meio de uma correta higiene e consultas frequentes ao dentista. Também é importante evitar extrações.

Dos tratamentos conhecidos e eficazes para a má oclusão, é comumente apelado para a técnica deimplantes dentários e restaurações. Também existem no mercado os mais diversos tipos deaparelhos ortodônticos que podem auxiliar no tratamento.

Os aparelhos utilizados são considerados eficientes, pois as técnicas estão cada vez mais evoluídas, podendo tratar praticamente todos os tipos de anormalidade nas posições de mordida.

No entanto, os valores podem ser caros, o que faz com que o investimento na preservação e a redução das causas externas valham mais a pena, na maioria das vezes, do que investir no uso de aparelhos ortodônticos ou implantes dentários. Desfazer o problema é mais complicado do que preveni-lo.

Processo demorado

Além de oneroso, o enfrentamento do problema é bastante demorado, levando em conta que otratamento completo dura entre dois e três anos, podendo chegar a até seis anos. Este fator, no entanto, não deve impedir que um médico seja procurado.

Somente um dentista pode analisar por meio de uma série de exames que mostram os vários ângulos mandibulares, a fim de apontar exatamente o qual é o problema que desloca o encaixe.

Ele também pode indicar o motivo pelos quais ele acontece e quais formas de proceder que possam potencializar o tempo de tratamento, de forma a garantir práticas que mantenham o alinhamento dentário de forma mais definitiva.

É importante considerar, ainda, que a estrutura óssea bucal possui memória e pode retornar ao lugar com os anos, fazendo com que haja uma recorrência do problema.

 

Via Doutíssima

Ardência bucal atinge mulheres a partir dos 50 anos; entenda

Essa síndrome costuma fazer a língua queimar e deixar um gosto amargo na boca, além de dificultar o ato de engolir alimentos e líquidos

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A língua queima, um gosto amargo vem à boca e é difícil engolir. Esses são os sintomas da Síndrome da Ardência Bucal, doença com maior incidência em mulheres com idade entre 50 a 70 anos.

Essa ardência ou queimação costuma ocorrer em mais de uma área, porém a língua é a mais atingida. “Lábios, palato, gengiva e mucosa jugal (área entre a bochecha e a gengiva), assoalho da boca e orofaringe também podem ser abrangidos”, diz Willian Frossard, professor e coordenador de Prótese Dentária Clínica da UERJ – Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

A SAB é classificada em três tipos que diferem pelos momentos do dia em que os sintomas aparecem. Algumas pessoas acordam bem e pioram ao longo do dia, enquanto outras já despertam se sentindo mal. O terceiro grupo relata que não há um padrão, os sintomas aparecem em dias aleatórios.

Segundo o especialista, a causa da síndrome está associada a vários sinais clínicos. “Estudos incluem como causas fatores locais, neuropáticos, psicológicos e sistêmicos”, afirma Frossard. Por conta disso, não há tratamento estabelecido e padronizado para esse mal, sendo necessária uma abordagem multidisciplinar para lidar com o assunto.

A terapêutica depende de um bom exame clínico, baseado nas causas relatadas e focado na melhora dos sintomas da queixa do paciente. Segundo o especialista, também é essencial incentivá-lo e apoiá-lo fazendo com que entenda a complexidade da síndrome.

“Condutas como hidratação constante da boca, controle do consumo de bebidas alcoólicas, fumo, balanceamento da dieta alimentar e prescrição de vitamina B podem ajudar a aliviar os sintomas. Em algumas situações também é necessário trocar a prótese dentária (que podem acumular fungos e bactérias que agravem os sintomas)”, diz Frossard.

Via Terra