Conheça o Aparelho Lingual

Você já ouvi falar em ortodontia invisível?  Com o aparelho lingual/invisível, os brackets ficam por dentro dos dentes, desta forma não aparece no sorriso . Ideal para quem não quer ficar com sorriso metálico.

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O Aparelho Lingual é similar ao tradicional, mas é fixado na parte interna dos dentes.

O tratamento lingual não é mais longo nem mais incômodo, necessitando apenas de um período de adaptação.
É bastante indicado para adultos que possuem apinhamentos suaves ou moderados, que desejam corrigir seus dentes de maneira elegante e discreta.
A Clínica Vitaclas disponibiliza a técnica lingual nos tratamentos em adultos.
Nosso Aparelho Lingual utiliza os braquetes In Ovation L (importados dos EUA).
Estes braquetes foram especificamente elaborados para a técnica lingual.
Por isso, são muito pequenos, com design arredondado e bastante confortáveis

Dentes tortos não tratados podem trazer complicações como gengivite e cáries

A ortopedia funcional dos maxilares e a ortodontia são especialidades da odontologia que vem crescendo em números significativos e alcançando um vasto desenvolvimento técnico, possibilitando tratamentos eficientes e com ótimos resultados, tanto funcionais quanto estéticos. Os aparelhos removíveis ou fixos podem ser usados para a correção de alterações nas posições dentárias ou alterações na relação entre a arcada superior com a inferior.

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Normalmente, a queixa estética é a primeira preocupação que surge e é a que mais leva os pais a buscarem avaliação de um profissional para um possível tratamento ortopédico funcional ou ortodôntico para a correção dos dentes anteriores desalinhados. Os apinhamentos dentários, ou como são chamados “dentes tortos”, são facilmente visualizados e identificados pelos pais e indicadores de que algo pode estar errado na mordida da criança.

Apesar de existir inúmeras outras causas de indicação de tratamento ortopédico funcional/ortodôntico, a questão estética tem uma importância muito grande em vários aspectos. Problemas de autoestima ou descontentamento na aparência pessoal podem causar transtornos sociais nas crianças, como insegurança ou vergonha, e por isso, muitas crianças acabam ficando introspectivas, quietas e falam e sorriem menos.

As causas das alterações nas arcadas e de posicionamento dos dentes podem estar relacionadas a fatores genéticos e ambientais, como, por exemplo, a respiração bucal, hábitos de dedo e/ou chupetas, posicionamento de língua e falta de estímulo de amamentação e mastigação.

Assim que os primeiros dentes de leite, chamados de decíduos, caem, os dentes permanentes anteriores iniciam o processo de erupção. São no total de quatro dentes incisivos superiores e quatro inferiores, sendo dois incisivos centrais e dois incisivos laterais em cada arcada e esse processo ocorre na faixa dos 5 a 7 anos de idade.

Para que os dentes incisivos se posicionem corretamente nos arcos dentários é necessário que haja previamente o espaço adequado para eles nos ossos da mandíbula e da maxila. Uma vez que os incisivos decíduos têm a largura menor do que os seus sucessores, é muito importante que haja espaços entre as bordas laterais do dente e de seu vizinho.

Caso não tenha o espaço suficiente para os dentes permanentes, eles podem ficar presos dentro do osso, podem perder seu caminho de erupção surgindo no lugar de outro dente ou podem ficar apinhados (quando estão apertados nas arcadas e ficam tortos, ou uns sobre os outros).

Problemas causados por dentes tortos

“Dentes tortos” ou a má posição dentária, além do fator estético, também pode causar consequências indesejáveis para a saúde bucal e atingir os ossos de sustentação, como por exemplo:

  • Traumas oclusais: Sem o correto posicionamento dos dentes, o equilíbrio oclusal (da mordida) fica comprometido e os dentes acabam por sofrer o impacto das forças de mastigação de maneira anômala, sofrendo sobrecargas que podem ser prejudiciais às raízes e aos ossos.
  • Cáries: A dificuldade de uma adequada higienização de dentes desalinhados e apinhados pode acarretar em lesões de cárie. Além disso, o fato dos dentes estarem muito apertados e sem o ponto de contato correto, isto pode impedir a visualização para um diagnóstico precoce, correndo o risco de alguma lesão de cárie passar despercebida em uma avaliação odontológica.
  • Gengivite: Consiste na inflamação da gengiva ao redor dos dentes. A incorreta posição dos dentes impede a adequada massagem gengival que o alimento faz ao deslizar sobre os dentes e pode aumentar a dificuldade de higienização dessa região.
  • Traumatismos dentários: Um dente fora da sua correta posição no arco dentário pode sofrer impactos externos mais facilmente, como por exemplo, com brinquedos ou uma queda da criança.

A partir do momento em que um dente surge na cavidade bucal sem espaço, é bem provável que exista a indicação de algum tipo de intervenção. Essa situação não costuma se reverter sozinha e muitas vezes vai se agravando com o passar do tempo e então, outros dentes vão erupcionando fora de sua posição.

Prevenindo e tratando o problema

Algo que desconhecido de muitos, é o apinhamento de dentes permanentes que muitas vezes pode ser evitado simplesmente através de orientações específicas de um profissional especialista. Essas orientações estão relacionadas à forma de mastigação e tipos de alimento que podem ajudar no correto estímulo que está faltando para um bom desenvolvimento das arcadas ou até mesmo um encaminhamento para tratamento de alterações respiratórias.

Caso a prevenção não seja mais possível, mas o diagnóstico foi feito cedo em uma idade ainda precoce, existem casos que podem ser tratados ainda sem o uso de aparelhos removíveis ou fixos, através de pistas diretas planas. Essa técnica consiste em alterar o formato de alguns dentes de leite com o uso de resinas compostas usadas em restaurações de uma determinada maneira que proporciona contatos dentários mais satisfatórios durante os movimentos mastigatórios para um maior estímulo das arcadas.

Em alguns casos o profissional pode indicar a necessidade do uso de aparelhos, sendo que ainda na dentição decídua (em qualquer idade), o tratamento corretivo por ser feito através da ortopedia funcional dos maxilares com aparelhos ortopédicos funcionais. Estes aparelhos são intra-orais removíveis, confeccionados em acrílico e acessórios em fio de aço, podendo ser coloridos e lúdicos com personagens de acordo com a escolha das crianças. Eles funcionam de maneira funcional e indolor proporcionando o estímulo adequado para um bom crescimento e desenvolvimento dos ossos das arcadas e assim, o alinhamento dentário.

O tratamento na dentição permanente completa pode ser feito, além do uso dos aparelhos ortopédicos funcionais, com o uso de outros tipos de aparelhos, como os braquetes fixos por exemplo.

É importante salientar que mesmo que um desalinhamento dentário não chegue a causar incomodo estético, deve-se sempre buscar uma opinião profissional para que seja feita uma avaliação de toda a oclusão (mordida) e de seu funcionamento. Havendo alguma alteração na oclusão e sua função, quanto mais cedo for o diagnóstico, mais fácil e eficaz será o tratamento.

Aparelho dentário irregular pode causar até perda de dente, diz dentista

‘Dá mais destaque no sorriso’, diz jovem que aderiu à moda.
Especialista comenta diferentes usos de acessórios dentários entre jovens.

A aplicação e uso de aparelhos ortodônticos sem o acompanhamento de um dentista pode causar problemas de mastigação, reação alérgica, perda óssea, movimentações dentárias desnecessárias e até perda dos dentes, segundo especialistas.

Elásticos, borrachas e fios dentários são vendidos sem fiscalização nas ruas de São Paulo , por usuários nas redes sociais e em outros sites, e usados por jovens como acessórios de moda. Dentistas ouvidos pelo G1dizem que os danos podem ser irreversíveis ou de difícil reparação.

Celso Lemos, professor do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), comenta que a aplicação inclui até fios de vassoura e supercola, além de fios e elásticos trançados. “Tudo isso tem potencial de fazer um estrago muito grande, com perda de dente. Temos visto imagens de dentes totalmentes soltos, com a raiz fora da maxila, presos só pelo aparelho” afirma.

Um estudante de 16 anos ouvido pelo G1,morador de São Paulo, conta que já usa aparelho há três anos, mas há oito meses decidiu parar o tratamento para “personalizá-lo” em casa, sozinho.

“Tem um amigo que traz uns rolos de fio e as borrachinhas. Não precisa colar nada. É fácil e rápido”, conta o jovem. Seus pais não gostaram do aparelho. “Mas eu quis. Está na moda, vários amigos meus cancelaram o tratamento para fazer a personalização em casa, manual. Dá mais destaque no sorriso”.

Outra jovem de São Paulo, de 15 anos, conta que usa aparelho “só de enfeite” há mais de um ano. “Achei interessante, estava na moda, todo mundo colocando, aí decidi botar também”, diz. Ela pagou R$ 90 para que um conhecido colocasse o aparelho em sua boca. A “manutenção” ela faz sozinha, em casa. “Pego [o material] com uns amigos que compram”, explica.

Segundo a adolescente, o falso aparelho “aperta como se tivesse colocado no dentista” e mexe com o dente. “Estou querendo tirar porque está dando problema no meu dente. Está entortando um pouco”, queixa-se. Ela não foi mais ao dentista depois que colocou o aparelho.

Complicações
Tanto os jovens que colocam os acessórios por conta própria, quanto os que mantêm o aparelho depois de um tratamento odontológico para personalizar correm risco de danificar a estrutura dentária e comprometem a saúde bucal, explica Cláudia Garrido, cirurgiã-dentista e supervisora do Setor de Fiscalização do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).

“Achei interessante, estava na moda, todo mundo colocando, aí decidi botar também”
Estudante de 15 anos

Os que mantêm o aparelho após tratamento podem perder toda a correção obtida. “Tanto é que, após o tratamento ortodôntico, o paciente usa aparelho de contenção, justamente com o intuito de manter a posição dos dentes”, diz a dentista Cláudia.

“Pelo fato de adquirir (os acessórios) de ambulantes não sabemos a procedência do produto e isso coloca em risco a saúde do usuário, porque não existe biossegurança. Os produtos são vendidos fora da embalagem original e não se sabe como foi o armazenamento”, diz.

O tipo de elástico e a forma como os jovens os colocam entre os brackets pode aplicar força nos dentes de forma aleatória, provocando alteração do posicionamento dentário e consequentemente, dor. “É muito difícil que o aparelho não cause sensibilidade, mesmo em tratamento assistido”, afirma.

Segundo ela, a prática traz riscos de intrusão, quando o dente é empurrado para o interior do tecido ósseo; de extrusão, quando ele é puxado para baixo e para fora do suporte ósseo, e de giroversão, quando o dente gira no próprio eixo. Sem uma mastigação adequada, ela conta que também pode haver problemas de digestão dos alimentos.

Diferentes usos
A pedido do G1, ela comentou algumas formas de uso desses acessórios dentários, mostrados em imagens publicadas nas redes sociais. Veja abaixo a análise de Cláudia Garrido:

Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)(Foto: Reprodução/ Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Nesta foto, ele usou elástico ortodôntico, porém em posicionamento incorreto. Há união de dois ou mais elementos (dentários) através dos elásticos e sem o apoio do fio. Ele faz o trançado inclusive utilizando as aletas (ganchos dos brackets) de forma irregular. Isso pode alterar completamente a posição dos dentes e provocar giroversão, que é quando o dente gira no próprio eixo. É o mais propenso a ter problemas sérios.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados

“O que me chama atenção nesta foto não é nem tanto os elásticos no bracket. Mas o fio colorido que está sendo utilizado, que não é um fio usado em tratamento ortodôntico. Dá a impressão de ser um material plástico e maleável. Aí a força maior fica nos elásticos que têm apoio e suporte menor do fio. O fio usado em ortodontia é metálico e possui densidade e forças específicas. Esse não vai ter força de resistência adequada.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“O ferrinho duplo ou triplo também não é um fio adequado para ortodontia. Este é mais denso e parece mais plástico ou talvez um arame. E há quantidade excessiva de elásticos colocados nos brackets, que pode causar movimentação dentária irregular e perda óssea. Não tem como dizer qual a procedência do material, que pode gerar até reações alérgicas.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Neste caso, o mais importante é saber a procedências dos elásticos. Porque este tipo de elástico existe disponível no mercado ordontológico e não é irregular. O formato do elástico em si não tem problema. Há também em forma de flor, coração, naipes de baralho, além dos redondinhos convencionais.”

 


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)(Foto:Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Este é uma novidade total para mim. Desconheço completamente este tipo de fio torcido para tratamento ortodôntico. Muito provavelmente é um fio de arame ou plástico. E a forma como foram colocados os elásticos também é irregular.”

 


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Este é um elástico que chamamos de elástico corrente. Ela causa forma mais excessiva do que os redondinhos convencionais e precisa ter acompanhamento mais rigoroso. Causa movimentação dentária mais acentuada. Ele também é usado na ortodontia em casos específicos, quando (o dentista) quer fechar pequenos espaços entre os dentes ou para movimentações pequenas de um elemento dentário.”

 

Via Bem Estar