Saiba a importância de levar seu bebê ao dentista

Muitos pais e mães têm dúvidas sobre quando levar o filho pela primeira vez a uma consulta odontológica. Há crianças que, pelo fato de nunca terem sentido dor ou indício de cárie, jamais foram levadas ao dentista. Essa é uma falha que pode refletir na saúde bucal durante a infância e até se estender à vida adulta.aqui-tem-odontopediatria-saiba-a-importancia

Normalmente é com seis meses de vida que surgem os primeiros dentinhos no bebê, por isso, é nessa fase que a mãe deve dirigir-se a uma clínica e procurar por um odontopediatra – profissional especializado em odontologia infantil. Nessa visita, os pais recebem orientação sobre dieta, higiene, aplicação de flúor, uso adequado de mamadeira e chupeta e também correção de maus hábitos, como chupar o dedo.

Um problema que deve ser conhecido por todos os pais e mães são as “cáries de mamadeiras”. Elas são manchas que surgem ainda nos dentes de leite e são causadas pelo acúmulo de resíduos (leite materno ou não, mel e suco de laranja em excesso) na dentição infantil. A falta de higienização adequada facilita o surgimento desse tipo de cárie, que evolui rapidamente e deixa os dentinhos dos pequenos sensíveis.

Quando as crianças começam a dar os primeiros passinhos (entre os 10 e 24 meses de idade) elas ficam expostas a um sério risco: a queda seguida do traumatismo dental, que pode trazer consequências graves à formação dos dentes permanentes. Ainda que a lesão pareça leve, caso o trauma venha a ocorrer, a criança deve ser levada ao dentista o quanto antes, pois se não avaliado e tratado, o dente pode escurecer e apresentar trincas.

Cuidados em casa

1 – Recém-nascidos devem ter a limpeza oral feita com uma gaze ou fralda umedecida em água filtrada. Esse cuidado deve ser realizado apenas uma vez ao dia, pois estudos comprovam que resíduos do leite materno e a própria saliva do bebê têm papel protetor.

2 – A partir dos seis meses (os quando surgirem os primeiros dentes) a higienização pode ser feita com a escova de cerdas macias e creme dental sem flúor.

3 – Se o bebê utilizar mamadeira opte por bicos ortodônticos. Dessa forma, não prejudicará a formação dos dentes.

4 – Tenha sempre o telefone do odontopediatra em mãos. Criança nunca tem hora ou lugar para cair.

5 – Caso a saúde bucal esteja em dia, recomenda-se que a criança visite o dentista duas vezes ao ano.

Se o seu filho tem problemas em cuidar dos dentes ou tem medo de ir ao dentista, conte a ele a lenda da “fada dos dentes”. Essa é uma forma de incentivá-lo a querer sempre estar com a boca saudável, esperando pelo dia em que será presenteado por ter protegido tão bem os seus dentes de leite.

Via DM

Deve-se passar o fio dental primeiro ou escovar antes?

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Uma pergunta comum que os pacientes fazem aos dentistas é “O que devo fazer primeiro: escovar ou passar o fio dental?”. A sequência não faz diferença, desde que você faça os procedimentos corretamente. Escovar e passar o fio são a melhor maneira de remover a placa bacteriana, causadora de cárie dentária nos dentes, e ajudar a manter uma ótima saúde bucal.

Escolha uma escova que seja confortável para as mãos e para a boca e use-a no mínimo duas vezes por dia. Coloque sua escova inclinada num ângulo de 45º em direção à gengiva. Faça movimentos curtos e delicados da escova para frente e para trás escovando as superfícies externas, internas e de mastigação dos dentes, bem como as superfícies internas dos dentes anteriores.

Embora a escovação dental remova a placa bacteriana das superfícies dos dentes, ela sozinha não remove toda a placa. A limpeza entre os dentes todos os dias com fio dental, remove restos alimentares da região entre os dentes onde sua escova não consegue alcançar. Pessoas com dificuldade de manusear o fio dental podem preferir usar outro tipo de limpador interdental. Se você usa limpadores interdentais, pergunte ao seu dentista como usá-los corretamente para evitar lesões nas gengivas.

Como saber se você está fazendo um bom trabalho? Seu dentista pode recomendar o uso de pastilhas evidenciadoras de placa, vendidas sem prescrição em farmácias e outras lojas que vendem produtos de higiene bucal. As pastilhas evidenciadoras de placa são mastigadas depois que você higieniza a boca. Um pigmento vermelho mancha a placa que não foi removida, mostrando os pontos que necessitam de limpeza adicional.

Via Colgate

Bebês: cisto, cáries e traumas são doenças mais comuns

Segundo Cristina Zardetto, professora do curso de especialização em Odontopediatria da FUNDECTO, os principais motivos que levam uma mãe ao consultório do dentista com seu filho são: cáries, traumas, cistos gengivais do recém-nascido, cistos de erupção e preocupação com a posição de nascimento dos primeiros dentes da criança.

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“Embora tenha diminuído muito a incidência de cárie, ela ainda é um dos principais problemas bucais dos bebês. Porém, quando acontece é por questões totalmente comportamentais, ou seja, ou por falta de orientação da mãe quanto à higiene bucal da criança, sua alimentação ou uso correto da mamadeira”, diz a especialista.

Traumas e cortes

Traumas nos dentes e cortes nos lábios também são bastante comuns nessa idade (até os 3 anos). “É nessa fase que eles começam a andar e vira e mexe estão com algum objeto nas mãos e aí quando caem podem quebrar os dentes ou cortar os lábios ou as gengivas. Nessa fase eles também têm mania de colocar qualquer objeto na boca e, dependendo do que eles mordem ou do tombo que levam, podem até causar mobilidade dental”, diz Cristina.

Dentes tortos e cistos

Outro motivo bem comum que faz com que as mães levem seus bebês ao dentista é a preocupação com o nascimento ‘errado’ dos primeiros dentinhos de seus filhos. “Nesses casos, na maioria das vezes, os grandes vilões são os hábitos de sucção como chupar o dedo, chupeta e tomar mamadeira”, diz Cristina.

Cisto de erupção, que é quando um dente está para nascer e a gengiva fica bastante inchada e dolorida, também é um problema que preocupa bastante as mães. “Nesses casos só nos resta esperar o dente nascer. Somente em algumas situações, quando a criança para de comer ou fica muito irritada, é recomendada uma pequena intervenção cirúrgica na gengiva”, diz a especialista.

Já quando a criança é bem pequena (meses de vida), um dos problemas bucais mais comuns é o cisto gengival do recém-nascido. “São nódulos esbranquiçados e bem duros que aparecem na gengiva se assemelhando a dentes nascendo, e é por isso que as mães nos procuram. Mais de 50% dos recém-nascidos apresentam esse problema. Porém, esse cisto não incomoda a criança e depois de três meses desaparece sozinho”, diz Cristina.

Prevenção

Porém, segundo a especialista, o que tem aumentado muito nos últimos anos é a procura dos odontopediatras para a prevenção da saúde bucal dos bebês. “As mães estão cada dia mais interessadas em como higienizar corretamente a boca da criança nessa fase ou saber como proceder quando o dente está nascendo. Aí nós já aproveitamos e damos instruções sobre o uso correto da chupeta e da mamadeira prevenindo ainda mais as complicações bucais”, diz a especialista.

Via Olhar Direto

Mude dez hábitos para deixar os dentes mais brancos

Manter visitas frequentes ao dentista e recorrer a tratamentos estéticos odontológicos são ótimas opções para quem quer ter dentes brancos e bonitos. Mas pouco vai adiantar esse esforço se, no dia-a-dia, os hábitos forem os maiores inimigos do sorriso perfeito.

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Por isso, Patrícia Moreira de Freitas, professora do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP, listou 10 hábitos que devem ser mudados a partir de agora para garantir a saúde dos dentes e uma aparência ainda mais branca.

1.Tome bastante água, mas evite as minerais
Isso mesmo. Todo mundo sabe que beber água faz bem para o corpo e para a boca, pois ajuda na produção da saliva, fundamental para a limpeza e diluição de resíduos alimentares e ácidos. Mas, segundo o site Health, as águas minerais (as de garrafinhas) costumam ter menos flúor do que a quantidade recomendada pelas organizações de saúde para a boa manutenção da saúde bucal.

2. Masque chiclete
Segundo Patrícia, existem alguns estudos que apontam as gomas de mascar sem açúcar e com xilitol como grandes amigas da saúde bucal. Isso porque essa substância, que é um adoçante natural, ajuda a prevenir as placas bacterianas, além de neutralizar os níveis de ph da boca, aumentando a produção de saliva.

3. Tenha sempre na bolsa uma barrinha de cereal ou uma fruta
Alimentos fibrosos como os cereais e alguns tipos de frutas – maçã ou pera – contêm menos açúcar e precisam ser mastigados mais vezes, o que estimula a produção de saliva na boca.  E como já sabemos, quanto mais saliva, mais limpa a boca fica.

4. Isotônicos: ótimos para o esporte, péssimo para os dentes
Embora importantes para repor os sais minerais que o corpo perde durante a prática de esportes, essas bebidas possuem o pH ácido que, associado à redução do fluxo salivar durante a atividade física, podem favorecer a erosão dental (perda dos minerais presentes na estrutura do dente). A erosão pode expor a dentina (estrutura mais interna do dente) que tem uma coloração amarelada, dando um aspecto escurecido ou manchado para os dentes e tornando-os sensíveis.

5. Vinho pode manchar o dente 
O consumo regular de vinho, pelo pH ácido, também pode promover danos ao esmalte e dentina. Além disso, ele pode pigmentar a superfície do dente. E, apesar de não manchar como o vinho tinto, o vinho branco também tem o potencial de dissolver o esmalte, criando uma superfície áspera que facilita a adesão de pigmentos de bebidas e comidas. Uma boa dica para evitar ou minimizar os danos é tomar a bebida em pequenos goles e sempre consumir água junto, para diluir os ácidos presentes na boca.

6. Evite o consumo excessivo de massas e doces. Eles são inimigos da balança e do sorriso
Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, o excesso de carboidratos, além de acarretar uns quilinhos a mais, pode causar prejuízos sérios aos dentes. Por serem de fermentação fácil, esses alimentos favorecem a proliferação de bactérias relacionadas à formação de cárie e à inflamação da gengiva.

7. Pare de fumar e viva melhor
De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), além de causar manchas amarelas nos dentes, a fumaça do cigarro pode alterar a estrutura do esmalte e da camada que fica logo abaixo dele, a dentina. Ela também modifica as propriedades da resina composta, material utilizado em restaurações dentárias. Tudo isso sem contar as substâncias cancerígenas presentes nele.

8. Friozinho e chá? Diga NÃO.
Quando consumidos em excesso, tanto o chá como o café podem provocar manchas nos dentes.  E, embora alguns estudos mostrem que o chá verde ajuda na redução de doenças gengivais, pois a catequina, substância encontrada nessa bebida, tem efeito antioxidante, o seu alto consumo também pode manchar os dentes.  Por isso, consumi-lo com moderação e tomar água ao logo do dia são medidas que minimizam esses efeitos.

9. Fale com seu dentista para escolher seu enxaguante bucal
Isso porque, os antissépticos bucais que contêm digluconato de clorexidina (substâncias que têm ação bactericida) têm restrição de uso, pois possuem efeitos adversos como perda de paladar, sensação de ardência e manchas na superfície dos dentes. Esse tipo de produto deve ser utilizado apenas por indicação do dentista e por tempo determinado.

10. Bruxismo: procure tratamento
O ato involuntário de ranger os dentes, além de causar dores na mandíbula e na cabeça, pode mudar o aspecto do rosto e até alterar o esmalte dos dentes. Para esse problema, a melhor coisa a se fazer é procurar um especialista capaz de indicar o melhor tratamento.

Via Saúde Terra

Dentes tortos não tratados podem trazer complicações como gengivite e cáries

A ortopedia funcional dos maxilares e a ortodontia são especialidades da odontologia que vem crescendo em números significativos e alcançando um vasto desenvolvimento técnico, possibilitando tratamentos eficientes e com ótimos resultados, tanto funcionais quanto estéticos. Os aparelhos removíveis ou fixos podem ser usados para a correção de alterações nas posições dentárias ou alterações na relação entre a arcada superior com a inferior.

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Normalmente, a queixa estética é a primeira preocupação que surge e é a que mais leva os pais a buscarem avaliação de um profissional para um possível tratamento ortopédico funcional ou ortodôntico para a correção dos dentes anteriores desalinhados. Os apinhamentos dentários, ou como são chamados “dentes tortos”, são facilmente visualizados e identificados pelos pais e indicadores de que algo pode estar errado na mordida da criança.

Apesar de existir inúmeras outras causas de indicação de tratamento ortopédico funcional/ortodôntico, a questão estética tem uma importância muito grande em vários aspectos. Problemas de autoestima ou descontentamento na aparência pessoal podem causar transtornos sociais nas crianças, como insegurança ou vergonha, e por isso, muitas crianças acabam ficando introspectivas, quietas e falam e sorriem menos.

As causas das alterações nas arcadas e de posicionamento dos dentes podem estar relacionadas a fatores genéticos e ambientais, como, por exemplo, a respiração bucal, hábitos de dedo e/ou chupetas, posicionamento de língua e falta de estímulo de amamentação e mastigação.

Assim que os primeiros dentes de leite, chamados de decíduos, caem, os dentes permanentes anteriores iniciam o processo de erupção. São no total de quatro dentes incisivos superiores e quatro inferiores, sendo dois incisivos centrais e dois incisivos laterais em cada arcada e esse processo ocorre na faixa dos 5 a 7 anos de idade.

Para que os dentes incisivos se posicionem corretamente nos arcos dentários é necessário que haja previamente o espaço adequado para eles nos ossos da mandíbula e da maxila. Uma vez que os incisivos decíduos têm a largura menor do que os seus sucessores, é muito importante que haja espaços entre as bordas laterais do dente e de seu vizinho.

Caso não tenha o espaço suficiente para os dentes permanentes, eles podem ficar presos dentro do osso, podem perder seu caminho de erupção surgindo no lugar de outro dente ou podem ficar apinhados (quando estão apertados nas arcadas e ficam tortos, ou uns sobre os outros).

Problemas causados por dentes tortos

“Dentes tortos” ou a má posição dentária, além do fator estético, também pode causar consequências indesejáveis para a saúde bucal e atingir os ossos de sustentação, como por exemplo:

  • Traumas oclusais: Sem o correto posicionamento dos dentes, o equilíbrio oclusal (da mordida) fica comprometido e os dentes acabam por sofrer o impacto das forças de mastigação de maneira anômala, sofrendo sobrecargas que podem ser prejudiciais às raízes e aos ossos.
  • Cáries: A dificuldade de uma adequada higienização de dentes desalinhados e apinhados pode acarretar em lesões de cárie. Além disso, o fato dos dentes estarem muito apertados e sem o ponto de contato correto, isto pode impedir a visualização para um diagnóstico precoce, correndo o risco de alguma lesão de cárie passar despercebida em uma avaliação odontológica.
  • Gengivite: Consiste na inflamação da gengiva ao redor dos dentes. A incorreta posição dos dentes impede a adequada massagem gengival que o alimento faz ao deslizar sobre os dentes e pode aumentar a dificuldade de higienização dessa região.
  • Traumatismos dentários: Um dente fora da sua correta posição no arco dentário pode sofrer impactos externos mais facilmente, como por exemplo, com brinquedos ou uma queda da criança.

A partir do momento em que um dente surge na cavidade bucal sem espaço, é bem provável que exista a indicação de algum tipo de intervenção. Essa situação não costuma se reverter sozinha e muitas vezes vai se agravando com o passar do tempo e então, outros dentes vão erupcionando fora de sua posição.

Prevenindo e tratando o problema

Algo que desconhecido de muitos, é o apinhamento de dentes permanentes que muitas vezes pode ser evitado simplesmente através de orientações específicas de um profissional especialista. Essas orientações estão relacionadas à forma de mastigação e tipos de alimento que podem ajudar no correto estímulo que está faltando para um bom desenvolvimento das arcadas ou até mesmo um encaminhamento para tratamento de alterações respiratórias.

Caso a prevenção não seja mais possível, mas o diagnóstico foi feito cedo em uma idade ainda precoce, existem casos que podem ser tratados ainda sem o uso de aparelhos removíveis ou fixos, através de pistas diretas planas. Essa técnica consiste em alterar o formato de alguns dentes de leite com o uso de resinas compostas usadas em restaurações de uma determinada maneira que proporciona contatos dentários mais satisfatórios durante os movimentos mastigatórios para um maior estímulo das arcadas.

Em alguns casos o profissional pode indicar a necessidade do uso de aparelhos, sendo que ainda na dentição decídua (em qualquer idade), o tratamento corretivo por ser feito através da ortopedia funcional dos maxilares com aparelhos ortopédicos funcionais. Estes aparelhos são intra-orais removíveis, confeccionados em acrílico e acessórios em fio de aço, podendo ser coloridos e lúdicos com personagens de acordo com a escolha das crianças. Eles funcionam de maneira funcional e indolor proporcionando o estímulo adequado para um bom crescimento e desenvolvimento dos ossos das arcadas e assim, o alinhamento dentário.

O tratamento na dentição permanente completa pode ser feito, além do uso dos aparelhos ortopédicos funcionais, com o uso de outros tipos de aparelhos, como os braquetes fixos por exemplo.

É importante salientar que mesmo que um desalinhamento dentário não chegue a causar incomodo estético, deve-se sempre buscar uma opinião profissional para que seja feita uma avaliação de toda a oclusão (mordida) e de seu funcionamento. Havendo alguma alteração na oclusão e sua função, quanto mais cedo for o diagnóstico, mais fácil e eficaz será o tratamento.

Aparelho dentário irregular pode causar até perda de dente, diz dentista

‘Dá mais destaque no sorriso’, diz jovem que aderiu à moda.
Especialista comenta diferentes usos de acessórios dentários entre jovens.

A aplicação e uso de aparelhos ortodônticos sem o acompanhamento de um dentista pode causar problemas de mastigação, reação alérgica, perda óssea, movimentações dentárias desnecessárias e até perda dos dentes, segundo especialistas.

Elásticos, borrachas e fios dentários são vendidos sem fiscalização nas ruas de São Paulo , por usuários nas redes sociais e em outros sites, e usados por jovens como acessórios de moda. Dentistas ouvidos pelo G1dizem que os danos podem ser irreversíveis ou de difícil reparação.

Celso Lemos, professor do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), comenta que a aplicação inclui até fios de vassoura e supercola, além de fios e elásticos trançados. “Tudo isso tem potencial de fazer um estrago muito grande, com perda de dente. Temos visto imagens de dentes totalmentes soltos, com a raiz fora da maxila, presos só pelo aparelho” afirma.

Um estudante de 16 anos ouvido pelo G1,morador de São Paulo, conta que já usa aparelho há três anos, mas há oito meses decidiu parar o tratamento para “personalizá-lo” em casa, sozinho.

“Tem um amigo que traz uns rolos de fio e as borrachinhas. Não precisa colar nada. É fácil e rápido”, conta o jovem. Seus pais não gostaram do aparelho. “Mas eu quis. Está na moda, vários amigos meus cancelaram o tratamento para fazer a personalização em casa, manual. Dá mais destaque no sorriso”.

Outra jovem de São Paulo, de 15 anos, conta que usa aparelho “só de enfeite” há mais de um ano. “Achei interessante, estava na moda, todo mundo colocando, aí decidi botar também”, diz. Ela pagou R$ 90 para que um conhecido colocasse o aparelho em sua boca. A “manutenção” ela faz sozinha, em casa. “Pego [o material] com uns amigos que compram”, explica.

Segundo a adolescente, o falso aparelho “aperta como se tivesse colocado no dentista” e mexe com o dente. “Estou querendo tirar porque está dando problema no meu dente. Está entortando um pouco”, queixa-se. Ela não foi mais ao dentista depois que colocou o aparelho.

Complicações
Tanto os jovens que colocam os acessórios por conta própria, quanto os que mantêm o aparelho depois de um tratamento odontológico para personalizar correm risco de danificar a estrutura dentária e comprometem a saúde bucal, explica Cláudia Garrido, cirurgiã-dentista e supervisora do Setor de Fiscalização do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).

“Achei interessante, estava na moda, todo mundo colocando, aí decidi botar também”
Estudante de 15 anos

Os que mantêm o aparelho após tratamento podem perder toda a correção obtida. “Tanto é que, após o tratamento ortodôntico, o paciente usa aparelho de contenção, justamente com o intuito de manter a posição dos dentes”, diz a dentista Cláudia.

“Pelo fato de adquirir (os acessórios) de ambulantes não sabemos a procedência do produto e isso coloca em risco a saúde do usuário, porque não existe biossegurança. Os produtos são vendidos fora da embalagem original e não se sabe como foi o armazenamento”, diz.

O tipo de elástico e a forma como os jovens os colocam entre os brackets pode aplicar força nos dentes de forma aleatória, provocando alteração do posicionamento dentário e consequentemente, dor. “É muito difícil que o aparelho não cause sensibilidade, mesmo em tratamento assistido”, afirma.

Segundo ela, a prática traz riscos de intrusão, quando o dente é empurrado para o interior do tecido ósseo; de extrusão, quando ele é puxado para baixo e para fora do suporte ósseo, e de giroversão, quando o dente gira no próprio eixo. Sem uma mastigação adequada, ela conta que também pode haver problemas de digestão dos alimentos.

Diferentes usos
A pedido do G1, ela comentou algumas formas de uso desses acessórios dentários, mostrados em imagens publicadas nas redes sociais. Veja abaixo a análise de Cláudia Garrido:

Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)(Foto: Reprodução/ Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Nesta foto, ele usou elástico ortodôntico, porém em posicionamento incorreto. Há união de dois ou mais elementos (dentários) através dos elásticos e sem o apoio do fio. Ele faz o trançado inclusive utilizando as aletas (ganchos dos brackets) de forma irregular. Isso pode alterar completamente a posição dos dentes e provocar giroversão, que é quando o dente gira no próprio eixo. É o mais propenso a ter problemas sérios.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados

“O que me chama atenção nesta foto não é nem tanto os elásticos no bracket. Mas o fio colorido que está sendo utilizado, que não é um fio usado em tratamento ortodôntico. Dá a impressão de ser um material plástico e maleável. Aí a força maior fica nos elásticos que têm apoio e suporte menor do fio. O fio usado em ortodontia é metálico e possui densidade e forças específicas. Esse não vai ter força de resistência adequada.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“O ferrinho duplo ou triplo também não é um fio adequado para ortodontia. Este é mais denso e parece mais plástico ou talvez um arame. E há quantidade excessiva de elásticos colocados nos brackets, que pode causar movimentação dentária irregular e perda óssea. Não tem como dizer qual a procedência do material, que pode gerar até reações alérgicas.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Neste caso, o mais importante é saber a procedências dos elásticos. Porque este tipo de elástico existe disponível no mercado ordontológico e não é irregular. O formato do elástico em si não tem problema. Há também em forma de flor, coração, naipes de baralho, além dos redondinhos convencionais.”

 


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)(Foto:Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Este é uma novidade total para mim. Desconheço completamente este tipo de fio torcido para tratamento ortodôntico. Muito provavelmente é um fio de arame ou plástico. E a forma como foram colocados os elásticos também é irregular.”

 


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Este é um elástico que chamamos de elástico corrente. Ela causa forma mais excessiva do que os redondinhos convencionais e precisa ter acompanhamento mais rigoroso. Causa movimentação dentária mais acentuada. Ele também é usado na ortodontia em casos específicos, quando (o dentista) quer fechar pequenos espaços entre os dentes ou para movimentações pequenas de um elemento dentário.”

 

Via Bem Estar

Fada e presentes: como tornar a troca de dentes estimulante

Heide Klum declarou gastar uma ‘pequena fortuna’ para pagar pelos dentes de leite dos filhos, mas o importante é tornar esse momento divertido e sem traumas

Modelo Heidi Klum resolveu bancar uma Fada do Dente bastante generosa com seus quatro filhos e acabou gastando mais do que esperava. Segundo uma entrevista para a revista americana People, quando o primeiro dente de seu filho caiu, a top deu 20 dólares (cerca de 46 reais). Agora, com quatro crianças, Klum brincou que está desembolsando uma pequena fortuna.

Essa é a forma mais comum que os pais encontram para mostrar que a troca do dente de leite para o permanente é sinal de que eles estão ficando “mocinhos” e que isso deve ser comemorado. “O estímulo familiar é muito importante para que a criança encare esse processo de troca dental de forma natural e até com certa expectativa”, diz Fernanda Miori Pascom, professora e doutora em Odontopediatria da UNICAMP.

Fada do Dente
A lenda da Fada do Dente existe desde o início do século vinte, mas a sua origem exata é um mistério. Há quem diga que essa era uma tática que os vikings usavam há mais de mil anos. Mas o fato é que a história ganhou tanta força que hoje é usada em diversos países do mundo, como Portugal, Canadá, Inglaterra e Estados Unidos. “É importante mostrar para a criança que a mudança toda é positiva. Um dente se foi, mas outro mais forte e mais bonito nascerá no lugar e não cairá mais. Por isso, deve ser muito bem tratado e limpo”.

Esse ritual ajuda a criança a não desenvolver nenhum tipo de trauma durante essa fase. “O acompanhamento de um dentista desde cedo para prepará-los e tranqüilizá-los e o incentivo dos pais são fundamentais. Assim, quando o momento chega, a criança está esperando por isso, para ver o sinal do seu próprio crescimento sem crise”.

Deixar cair é a melhor opção

Outra forma de evitar traumas infantis é fazer o possível para que o dente caia sozinho. “Se não está atrapalhando a criança a comer e nem está doendo, é melhor deixar cair sozinho. Não adianta querer forçar ou antecipar a queda. Se ela for feita de maneira errada, vai doer”, diz Fernanda, que é totalmente contra técnicas de arrancar o dente amarrando um barbante na porta, por exemplo. “Esse tipo de prática é agressivo e pode realmente machucar a criança. Deixar a natureza agir é a melhor opção”.

Guarde o dente
Em vez de incentivar a criança a jogar o dente no telhado para fazer um pedido, é melhor optar pela versão do travesseiro para guardar o dente depois. Isso porque alunos de odontologia podem usá-los para estudar, além de servirem como material de pesquisa de células-tronco.

O ideal é guarda-lo no soro fisiológico ou na água destilada. As doações podem ser feitas pelo correio, de qualquer lugar do país. Basta encaminhar as peças para a Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo – Avenida Professor Lineu Prestes, 2.227, Cidade Universitária, SP, CEP 05508-900. Lembre-se que os dentes devem ser lavados com água e sabão e colocados em sacos plásticos ou em um pote.

Via Saúde Terra