Mude dez hábitos para deixar os dentes mais brancos

Manter visitas frequentes ao dentista e recorrer a tratamentos estéticos odontológicos são ótimas opções para quem quer ter dentes brancos e bonitos. Mas pouco vai adiantar esse esforço se, no dia-a-dia, os hábitos forem os maiores inimigos do sorriso perfeito.

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Por isso, Patrícia Moreira de Freitas, professora do Departamento de Dentística da Faculdade de Odontologia da USP, listou 10 hábitos que devem ser mudados a partir de agora para garantir a saúde dos dentes e uma aparência ainda mais branca.

1.Tome bastante água, mas evite as minerais
Isso mesmo. Todo mundo sabe que beber água faz bem para o corpo e para a boca, pois ajuda na produção da saliva, fundamental para a limpeza e diluição de resíduos alimentares e ácidos. Mas, segundo o site Health, as águas minerais (as de garrafinhas) costumam ter menos flúor do que a quantidade recomendada pelas organizações de saúde para a boa manutenção da saúde bucal.

2. Masque chiclete
Segundo Patrícia, existem alguns estudos que apontam as gomas de mascar sem açúcar e com xilitol como grandes amigas da saúde bucal. Isso porque essa substância, que é um adoçante natural, ajuda a prevenir as placas bacterianas, além de neutralizar os níveis de ph da boca, aumentando a produção de saliva.

3. Tenha sempre na bolsa uma barrinha de cereal ou uma fruta
Alimentos fibrosos como os cereais e alguns tipos de frutas – maçã ou pera – contêm menos açúcar e precisam ser mastigados mais vezes, o que estimula a produção de saliva na boca.  E como já sabemos, quanto mais saliva, mais limpa a boca fica.

4. Isotônicos: ótimos para o esporte, péssimo para os dentes
Embora importantes para repor os sais minerais que o corpo perde durante a prática de esportes, essas bebidas possuem o pH ácido que, associado à redução do fluxo salivar durante a atividade física, podem favorecer a erosão dental (perda dos minerais presentes na estrutura do dente). A erosão pode expor a dentina (estrutura mais interna do dente) que tem uma coloração amarelada, dando um aspecto escurecido ou manchado para os dentes e tornando-os sensíveis.

5. Vinho pode manchar o dente 
O consumo regular de vinho, pelo pH ácido, também pode promover danos ao esmalte e dentina. Além disso, ele pode pigmentar a superfície do dente. E, apesar de não manchar como o vinho tinto, o vinho branco também tem o potencial de dissolver o esmalte, criando uma superfície áspera que facilita a adesão de pigmentos de bebidas e comidas. Uma boa dica para evitar ou minimizar os danos é tomar a bebida em pequenos goles e sempre consumir água junto, para diluir os ácidos presentes na boca.

6. Evite o consumo excessivo de massas e doces. Eles são inimigos da balança e do sorriso
Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos, o excesso de carboidratos, além de acarretar uns quilinhos a mais, pode causar prejuízos sérios aos dentes. Por serem de fermentação fácil, esses alimentos favorecem a proliferação de bactérias relacionadas à formação de cárie e à inflamação da gengiva.

7. Pare de fumar e viva melhor
De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), além de causar manchas amarelas nos dentes, a fumaça do cigarro pode alterar a estrutura do esmalte e da camada que fica logo abaixo dele, a dentina. Ela também modifica as propriedades da resina composta, material utilizado em restaurações dentárias. Tudo isso sem contar as substâncias cancerígenas presentes nele.

8. Friozinho e chá? Diga NÃO.
Quando consumidos em excesso, tanto o chá como o café podem provocar manchas nos dentes.  E, embora alguns estudos mostrem que o chá verde ajuda na redução de doenças gengivais, pois a catequina, substância encontrada nessa bebida, tem efeito antioxidante, o seu alto consumo também pode manchar os dentes.  Por isso, consumi-lo com moderação e tomar água ao logo do dia são medidas que minimizam esses efeitos.

9. Fale com seu dentista para escolher seu enxaguante bucal
Isso porque, os antissépticos bucais que contêm digluconato de clorexidina (substâncias que têm ação bactericida) têm restrição de uso, pois possuem efeitos adversos como perda de paladar, sensação de ardência e manchas na superfície dos dentes. Esse tipo de produto deve ser utilizado apenas por indicação do dentista e por tempo determinado.

10. Bruxismo: procure tratamento
O ato involuntário de ranger os dentes, além de causar dores na mandíbula e na cabeça, pode mudar o aspecto do rosto e até alterar o esmalte dos dentes. Para esse problema, a melhor coisa a se fazer é procurar um especialista capaz de indicar o melhor tratamento.

Via Saúde Terra

O que a internet rouba de nós | Se é que de fato rouba.

Reclamações de pais sobre o tempo que seus filhos dedicam ao computador, celulares e redes sociais são cada vez mais frequentes. Por parte dos filhos, queixas de indisponibilidade de pais para conversar também são muitas. O que realmente precisa ser feito é tentar compreender porque essas duas situações estão acontecendo e de que forma estão relacionadas.

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A vida atribulada de hoje em dia nos deixa a todos confusos quanto às nossas prioridades,
ao mesmo tempo em que nem sempre é fácil lidar com as frustrações. Não à toa vemos comportamentos desproporcionalmente exaltados em pequenas supostas disputas, como no trânsito – um caso típico de quem está “descontando” nos outros alguma frustração que está vivenciando.

É preciso perceber que temos sonhos, planos, projetos, e que, ao mesmo tempo em que alguns deles não se concretizam, outras realizações e alegrias surgem sem que sequer tenhamos pensado nelas.
Outra questão é o excesso de ansiedade: algo sonhado, planejado ou projetado pode não ter acontecido ainda: sem carregar na ansiedade, é preciso analisar com calma o que está ao nosso alcance para ajudar que aconteça o que desejamos e acompanhar os desdobramentos.

Boa parte do distanciamento entre pessoas decorre muito mais desse conflito entre prioridades e frustrações, enquanto deveríamos aproveitar melhor o tempo para, com calma, planejar o que queremos e comemorar o que realizamos, tendo ou não sido planejado. Uma das consequências disso é um possível excesso de tempo dedicado pelos filhos a coisas a que os pais não têm acesso –
sendo que o computador, o celular, as redes sociais e o infinito mundo da internet são apenas algumas. Não é possível viver a vida de ninguém que não a própria, aí incluídas as vidas dos filhos. O que é possível é buscar o equilíbrio, sempre por meio da boa conversa, aberta, desarmada de preconceitos, como, por exemplo, o do “quem manda aqui sou eu”. Esse tipo de postura, por ser autoritária, afasta ao invés de aproximar. Se o adulto está nervoso por algum motivo fora da sua casa – alguma frustração, quanto mais se dispuser a falar a respeito com a família, maior será a vontade dos demais – filhos incluídos – falarem dos seus. Falar dos problemas em comum é tão essencial quanto. Do mesmo modo, dividir as alegrias, as coisas aparentemente sem importância do cotidiano e as realizações vai contribuir para a aproximação e o melhor conhecimento mútuo.
Portanto, na maioria dos casos, não é o computador nem a internet a causa do distanciamento
entre pessoas que vivem juntas, nem a cara amarrada de quem “não tem tempo para os filhos”. Dar chance ao convívio, ao compartilhamento e ao diálogo sobre coisas boas e ruins serve para reaproximar. Serve também para lembrar que risadas, abraços e beijos são bem melhores que os “kkk”, “abs” e “bjs” mandados pelo tablet, computador ou celular.

Por Rosamaria Areal
Psicóloga | vitaclass @vitaclass .com.br

Teste previne língua presa e garante boa amamentação

Até 16% da população tem a língua presa, problema que pode ser diagnosticado nos primeiros dias de vida e corrigido com cirurgia

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O teste da linguinha é um procedimento feito nas maternidades para verificar se a criança tem língua presa muito antes de falar a primeira palavra. Esse problema bucal é uma alteração congênita com incidência de 10% a 16% na população.

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Raspar língua é maneira eficaz de dar adeus ao mau hálito
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O frênulo é a membrana que liga a língua ao assoalho da boca, popularmente conhecido como freio, e deve estar posicionado no meio da língua

Foto: CEFAC / Divulgação

Ainda na maternidade, são verificadas duas alterações que caracterizam a língua presa. Uma é quando o frênulo – membrana que liga a língua ao assoalho da boca –, popularmente conhecido como freio, não está no lugar certo (muito perto da ponta da língua) e a outra é quando ele é muito curto e grosso. “No primeiro caso, basta soltar um pouco da membrana com uma tesoura (frenotomia). No segundo, é necessária uma micro-cirurgia bem simples”, disse Irene Marchesan, presidente da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

A criança tem língua presa quando o frênulo não está no lugar certo (muito perto da ponta da língua) ou quando ele é muito curto e grosso

Foto: CEFAC / Divulgação

Para Cássio Alencar, professor de cirurgia em Odontopediatra da Faculdade de Odontologia da USP, a importância desse teste vai além da facilitação futura da fala. “Ele previne que a criança tenha dificuldades de sugar e engolir, o que atrapalha a amamentação. Bebês com língua presa acabam fazendo muita força para mamar e gastando muita energia, o que leva à dificuldade de ganhar peso e ao risco de machucar a mãe”, diz.

Por enquanto apenas o teste da linguinha é obrigatório nas maternidades. “De acordo com o texto original do projeto, caberia ao estabelecimento de saúde realizar a cirurgia de correção do problema assim que fosse feito o diagnóstico. O artigo, no entanto, foi retirado e permaneceu apenas o teste da linguinha. Sancionado pela Presidente em 20 de junho deste ano, as maternidades e hospitais têm 180 dias para se adaptar e realizar o teste”, disse Alencar.

Problemas e tratamento para a língua presa
As pessoas que não passaram pelo teste e pela cirurgia de correção do frênulo ainda bebês podem fazer o procedimento em qualquer fase da vida. “Uma forma de observar se seu filho tem língua presa é pedir para a criança colocar a ponta da língua no último dente do fundo e correr de um lado pro outro. Se ela apresentar dificuldades, é melhor procurar um dentista”, disse Cássio.

“Depois de corrigido o frênulo (feito por um dentista), entramos com exercícios para acertar o que mais incomoda. A fala é sempre a mais prejudicada (troca de fonemas), mas tem até pré-adolescentes que chegam aqui porque não conseguem beijar de língua”, diz a fonoaudióloga.

Segundo Irene, o resultado é 100% satisfatório para quase todos os casos, menos para a fala. “A fala é um hábito motor muito difícil de mudar. Quanto mais tempo demorar em corrigir, mais longe da fala perfeita ficamos”.

Outro problema causado pela língua presa é a sua posição de repouso que acaba sendo feita de forma errada. “Isso pode atrapalhar a respiração e, consequentemente, o crescimento e desenvolvimento da face”, afirma o dentista. Também devido à limitação de movimentos, a língua presa não exerce a função de autolimpeza chamada de autóclise, fazendo com que a criança tenha um acúmulo de placa em maior quantidade na parte de dentro dos dentes.

Via Saúde Terra

Conheça o Aparelho Lingual

Você já ouvi falar em ortodontia invisível?  Com o aparelho lingual/invisível, os brackets ficam por dentro dos dentes, desta forma não aparece no sorriso . Ideal para quem não quer ficar com sorriso metálico.

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O Aparelho Lingual é similar ao tradicional, mas é fixado na parte interna dos dentes.

O tratamento lingual não é mais longo nem mais incômodo, necessitando apenas de um período de adaptação.
É bastante indicado para adultos que possuem apinhamentos suaves ou moderados, que desejam corrigir seus dentes de maneira elegante e discreta.
A Clínica Vitaclas disponibiliza a técnica lingual nos tratamentos em adultos.
Nosso Aparelho Lingual utiliza os braquetes In Ovation L (importados dos EUA).
Estes braquetes foram especificamente elaborados para a técnica lingual.
Por isso, são muito pequenos, com design arredondado e bastante confortáveis

Dentes tortos não tratados podem trazer complicações como gengivite e cáries

A ortopedia funcional dos maxilares e a ortodontia são especialidades da odontologia que vem crescendo em números significativos e alcançando um vasto desenvolvimento técnico, possibilitando tratamentos eficientes e com ótimos resultados, tanto funcionais quanto estéticos. Os aparelhos removíveis ou fixos podem ser usados para a correção de alterações nas posições dentárias ou alterações na relação entre a arcada superior com a inferior.

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Normalmente, a queixa estética é a primeira preocupação que surge e é a que mais leva os pais a buscarem avaliação de um profissional para um possível tratamento ortopédico funcional ou ortodôntico para a correção dos dentes anteriores desalinhados. Os apinhamentos dentários, ou como são chamados “dentes tortos”, são facilmente visualizados e identificados pelos pais e indicadores de que algo pode estar errado na mordida da criança.

Apesar de existir inúmeras outras causas de indicação de tratamento ortopédico funcional/ortodôntico, a questão estética tem uma importância muito grande em vários aspectos. Problemas de autoestima ou descontentamento na aparência pessoal podem causar transtornos sociais nas crianças, como insegurança ou vergonha, e por isso, muitas crianças acabam ficando introspectivas, quietas e falam e sorriem menos.

As causas das alterações nas arcadas e de posicionamento dos dentes podem estar relacionadas a fatores genéticos e ambientais, como, por exemplo, a respiração bucal, hábitos de dedo e/ou chupetas, posicionamento de língua e falta de estímulo de amamentação e mastigação.

Assim que os primeiros dentes de leite, chamados de decíduos, caem, os dentes permanentes anteriores iniciam o processo de erupção. São no total de quatro dentes incisivos superiores e quatro inferiores, sendo dois incisivos centrais e dois incisivos laterais em cada arcada e esse processo ocorre na faixa dos 5 a 7 anos de idade.

Para que os dentes incisivos se posicionem corretamente nos arcos dentários é necessário que haja previamente o espaço adequado para eles nos ossos da mandíbula e da maxila. Uma vez que os incisivos decíduos têm a largura menor do que os seus sucessores, é muito importante que haja espaços entre as bordas laterais do dente e de seu vizinho.

Caso não tenha o espaço suficiente para os dentes permanentes, eles podem ficar presos dentro do osso, podem perder seu caminho de erupção surgindo no lugar de outro dente ou podem ficar apinhados (quando estão apertados nas arcadas e ficam tortos, ou uns sobre os outros).

Problemas causados por dentes tortos

“Dentes tortos” ou a má posição dentária, além do fator estético, também pode causar consequências indesejáveis para a saúde bucal e atingir os ossos de sustentação, como por exemplo:

  • Traumas oclusais: Sem o correto posicionamento dos dentes, o equilíbrio oclusal (da mordida) fica comprometido e os dentes acabam por sofrer o impacto das forças de mastigação de maneira anômala, sofrendo sobrecargas que podem ser prejudiciais às raízes e aos ossos.
  • Cáries: A dificuldade de uma adequada higienização de dentes desalinhados e apinhados pode acarretar em lesões de cárie. Além disso, o fato dos dentes estarem muito apertados e sem o ponto de contato correto, isto pode impedir a visualização para um diagnóstico precoce, correndo o risco de alguma lesão de cárie passar despercebida em uma avaliação odontológica.
  • Gengivite: Consiste na inflamação da gengiva ao redor dos dentes. A incorreta posição dos dentes impede a adequada massagem gengival que o alimento faz ao deslizar sobre os dentes e pode aumentar a dificuldade de higienização dessa região.
  • Traumatismos dentários: Um dente fora da sua correta posição no arco dentário pode sofrer impactos externos mais facilmente, como por exemplo, com brinquedos ou uma queda da criança.

A partir do momento em que um dente surge na cavidade bucal sem espaço, é bem provável que exista a indicação de algum tipo de intervenção. Essa situação não costuma se reverter sozinha e muitas vezes vai se agravando com o passar do tempo e então, outros dentes vão erupcionando fora de sua posição.

Prevenindo e tratando o problema

Algo que desconhecido de muitos, é o apinhamento de dentes permanentes que muitas vezes pode ser evitado simplesmente através de orientações específicas de um profissional especialista. Essas orientações estão relacionadas à forma de mastigação e tipos de alimento que podem ajudar no correto estímulo que está faltando para um bom desenvolvimento das arcadas ou até mesmo um encaminhamento para tratamento de alterações respiratórias.

Caso a prevenção não seja mais possível, mas o diagnóstico foi feito cedo em uma idade ainda precoce, existem casos que podem ser tratados ainda sem o uso de aparelhos removíveis ou fixos, através de pistas diretas planas. Essa técnica consiste em alterar o formato de alguns dentes de leite com o uso de resinas compostas usadas em restaurações de uma determinada maneira que proporciona contatos dentários mais satisfatórios durante os movimentos mastigatórios para um maior estímulo das arcadas.

Em alguns casos o profissional pode indicar a necessidade do uso de aparelhos, sendo que ainda na dentição decídua (em qualquer idade), o tratamento corretivo por ser feito através da ortopedia funcional dos maxilares com aparelhos ortopédicos funcionais. Estes aparelhos são intra-orais removíveis, confeccionados em acrílico e acessórios em fio de aço, podendo ser coloridos e lúdicos com personagens de acordo com a escolha das crianças. Eles funcionam de maneira funcional e indolor proporcionando o estímulo adequado para um bom crescimento e desenvolvimento dos ossos das arcadas e assim, o alinhamento dentário.

O tratamento na dentição permanente completa pode ser feito, além do uso dos aparelhos ortopédicos funcionais, com o uso de outros tipos de aparelhos, como os braquetes fixos por exemplo.

É importante salientar que mesmo que um desalinhamento dentário não chegue a causar incomodo estético, deve-se sempre buscar uma opinião profissional para que seja feita uma avaliação de toda a oclusão (mordida) e de seu funcionamento. Havendo alguma alteração na oclusão e sua função, quanto mais cedo for o diagnóstico, mais fácil e eficaz será o tratamento.

Aparelho dentário irregular pode causar até perda de dente, diz dentista

‘Dá mais destaque no sorriso’, diz jovem que aderiu à moda.
Especialista comenta diferentes usos de acessórios dentários entre jovens.

A aplicação e uso de aparelhos ortodônticos sem o acompanhamento de um dentista pode causar problemas de mastigação, reação alérgica, perda óssea, movimentações dentárias desnecessárias e até perda dos dentes, segundo especialistas.

Elásticos, borrachas e fios dentários são vendidos sem fiscalização nas ruas de São Paulo , por usuários nas redes sociais e em outros sites, e usados por jovens como acessórios de moda. Dentistas ouvidos pelo G1dizem que os danos podem ser irreversíveis ou de difícil reparação.

Celso Lemos, professor do Departamento de Estomatologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), comenta que a aplicação inclui até fios de vassoura e supercola, além de fios e elásticos trançados. “Tudo isso tem potencial de fazer um estrago muito grande, com perda de dente. Temos visto imagens de dentes totalmentes soltos, com a raiz fora da maxila, presos só pelo aparelho” afirma.

Um estudante de 16 anos ouvido pelo G1,morador de São Paulo, conta que já usa aparelho há três anos, mas há oito meses decidiu parar o tratamento para “personalizá-lo” em casa, sozinho.

“Tem um amigo que traz uns rolos de fio e as borrachinhas. Não precisa colar nada. É fácil e rápido”, conta o jovem. Seus pais não gostaram do aparelho. “Mas eu quis. Está na moda, vários amigos meus cancelaram o tratamento para fazer a personalização em casa, manual. Dá mais destaque no sorriso”.

Outra jovem de São Paulo, de 15 anos, conta que usa aparelho “só de enfeite” há mais de um ano. “Achei interessante, estava na moda, todo mundo colocando, aí decidi botar também”, diz. Ela pagou R$ 90 para que um conhecido colocasse o aparelho em sua boca. A “manutenção” ela faz sozinha, em casa. “Pego [o material] com uns amigos que compram”, explica.

Segundo a adolescente, o falso aparelho “aperta como se tivesse colocado no dentista” e mexe com o dente. “Estou querendo tirar porque está dando problema no meu dente. Está entortando um pouco”, queixa-se. Ela não foi mais ao dentista depois que colocou o aparelho.

Complicações
Tanto os jovens que colocam os acessórios por conta própria, quanto os que mantêm o aparelho depois de um tratamento odontológico para personalizar correm risco de danificar a estrutura dentária e comprometem a saúde bucal, explica Cláudia Garrido, cirurgiã-dentista e supervisora do Setor de Fiscalização do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).

“Achei interessante, estava na moda, todo mundo colocando, aí decidi botar também”
Estudante de 15 anos

Os que mantêm o aparelho após tratamento podem perder toda a correção obtida. “Tanto é que, após o tratamento ortodôntico, o paciente usa aparelho de contenção, justamente com o intuito de manter a posição dos dentes”, diz a dentista Cláudia.

“Pelo fato de adquirir (os acessórios) de ambulantes não sabemos a procedência do produto e isso coloca em risco a saúde do usuário, porque não existe biossegurança. Os produtos são vendidos fora da embalagem original e não se sabe como foi o armazenamento”, diz.

O tipo de elástico e a forma como os jovens os colocam entre os brackets pode aplicar força nos dentes de forma aleatória, provocando alteração do posicionamento dentário e consequentemente, dor. “É muito difícil que o aparelho não cause sensibilidade, mesmo em tratamento assistido”, afirma.

Segundo ela, a prática traz riscos de intrusão, quando o dente é empurrado para o interior do tecido ósseo; de extrusão, quando ele é puxado para baixo e para fora do suporte ósseo, e de giroversão, quando o dente gira no próprio eixo. Sem uma mastigação adequada, ela conta que também pode haver problemas de digestão dos alimentos.

Diferentes usos
A pedido do G1, ela comentou algumas formas de uso desses acessórios dentários, mostrados em imagens publicadas nas redes sociais. Veja abaixo a análise de Cláudia Garrido:

Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)(Foto: Reprodução/ Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Nesta foto, ele usou elástico ortodôntico, porém em posicionamento incorreto. Há união de dois ou mais elementos (dentários) através dos elásticos e sem o apoio do fio. Ele faz o trançado inclusive utilizando as aletas (ganchos dos brackets) de forma irregular. Isso pode alterar completamente a posição dos dentes e provocar giroversão, que é quando o dente gira no próprio eixo. É o mais propenso a ter problemas sérios.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados

“O que me chama atenção nesta foto não é nem tanto os elásticos no bracket. Mas o fio colorido que está sendo utilizado, que não é um fio usado em tratamento ortodôntico. Dá a impressão de ser um material plástico e maleável. Aí a força maior fica nos elásticos que têm apoio e suporte menor do fio. O fio usado em ortodontia é metálico e possui densidade e forças específicas. Esse não vai ter força de resistência adequada.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“O ferrinho duplo ou triplo também não é um fio adequado para ortodontia. Este é mais denso e parece mais plástico ou talvez um arame. E há quantidade excessiva de elásticos colocados nos brackets, que pode causar movimentação dentária irregular e perda óssea. Não tem como dizer qual a procedência do material, que pode gerar até reações alérgicas.”


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Neste caso, o mais importante é saber a procedências dos elásticos. Porque este tipo de elástico existe disponível no mercado ordontológico e não é irregular. O formato do elástico em si não tem problema. Há também em forma de flor, coração, naipes de baralho, além dos redondinhos convencionais.”

 


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)(Foto:Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Este é uma novidade total para mim. Desconheço completamente este tipo de fio torcido para tratamento ortodôntico. Muito provavelmente é um fio de arame ou plástico. E a forma como foram colocados os elásticos também é irregular.”

 


Jovens usam acessórios dentários de maneira irregular (Foto: Aparelhos Diferenciados/Divulgação/Facebook)
(Foto: Reprodução/Facebook/Aparelhos
Diferenciados)

“Este é um elástico que chamamos de elástico corrente. Ela causa forma mais excessiva do que os redondinhos convencionais e precisa ter acompanhamento mais rigoroso. Causa movimentação dentária mais acentuada. Ele também é usado na ortodontia em casos específicos, quando (o dentista) quer fechar pequenos espaços entre os dentes ou para movimentações pequenas de um elemento dentário.”

 

Via Bem Estar